Prefeitura do Rio suspende bloqueio e pode retomar pagamentos de funcionários 

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Publicado quinta-feira, 19 de dezembro de 2019 as 14:05, por: CdB

A prefeitura do Rio de Janeiro retomou, nesta quinta-feira, os pagamentos a serem realizados pelo Tesouro Municipal.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro retomou, nesta quinta-feira, os pagamentos a serem realizados pelo Tesouro Municipal. Com a suspensão do bloqueio, o pagamento do 13° salário dos funcionários e dos fornecedores pode ser retomado.

A prefeitura do Rio suspende bloqueio e pode retomar pagamentos
A prefeitura do Rio suspende bloqueio e pode retomar pagamentos

De acordo com a secretaria Municipal de Fazenda, para não atrasar o andamento do calendário, o procedimento foi iniciado antes mesmo da publicação oficial da reabertura, que deve ser publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial do município.

Houve uma reunião na Câmara Municipal do Rio com a presença do secretário municipal de Fazenda, que teve que prestar contas sobre a real situação da prefeitura.

Na terça-feira, uma resolução publicada no Diário Oficial suspendeu todos os pagamentos e demais movimentações financeiras do município.

Pagamentos da saúde

Após a audiência de terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Primeira Região, os pagamentos para as organizações sociais (OSs) que gerem algumas unidades de saúde da prefeitura do Rio de Janeiro começam a voltar ao normal, com mais de dois meses de salários atrasados. Porém, a paralisação da categoria está mantida por enquanto.

Segundo a prefeitura, os repasses estão sendo feitos diretamente pelo TRT, responsável pelo bloqueio de R$ 300 milhões nas contas do município. Desde a última sexta-feira, os repasses estão sendo feitos para as OSs. O tribunal informou que não vai fornecer detalhes sobre a movimentação do processo, que corre na Seção de Dissídios Coletivos.

Nesta quinta-feira foi feita uma nova audiência do TRT, para que as OSs comprovem os repasses aos trabalhadores terceirizados.

Manifestação

No fim da manhã de quarta-feira, os sindicatos organizaram uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro, para cobrar o pagamento dos salários atrasados.

Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros (Sindenfrj), Mônica Armada, os pagamentos estão sendo feitos aos poucos. “Está acontecendo o arresto, pouco a pouco, ele é ato contínuo, o dinheiro tem caído. Quando é feito o arresto vai direto para as OSs e estão sendo pagos os trabalhadores. Tem gente que já tem os salários de outubro e novembro pagos, outros já tiveram o décimo terceiro, outros só outubro. A gente espera que hoje ao longo do dia isso se normalize bastante”, disse Mônica.

A presidente do sindicato explica que foi pedido à Justiça que se priorize o salário dos trabalhadores. “A gente pediu uma prioridade ontem na audiência, que assim que o dinheiro entre para a OS, que seja priorizado o pagamento dos trabalhadores, e não os serviços, o INSS, essas coisas deixa para depois. Pagar primeiro os salários. Tem OS que já recebeu, então estão priorizando para as outras que ainda não receberam. Pela conta do desembargador, ontem 95% já haviam sido pagos.”

De acordo com Mônica, a greve, iniciada no dia 10, está mantida até que se tenha certeza de que os trabalhadores foram pagos. “A gente manteve a paralisação de 100% nas clínicas da família e ambulatórios e nos hospitais de urgência e emergência a gente está com 30%. A gente vai fazer nova assembleia após a audiência, porque a gente quer ter a certeza de que isso vai ser pago, a gente está vendo eles entrarem no TST para acabar com o arresto. Então até amanhã mantemos o esquema de greve.”

A presidente do sindicato disse que muitos trabalhadores ficaram endividados devido aos atrasos e que os estatutários também estão sofrendo, devido ao não pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário. O diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Luciano Barboza, disse que a categoria se sentiu desrespeitada pela decisão da prefeitura e se uniu ao protesto dos profissionais da saúde.

– A situação é de revolta completa. Já cumprimos o nosso ano letivo, estávamos entrando num processo de recesso escolar e somos surpresos com o não pagamento da segunda parcela do décimo terceiro. Essa parcela é fundamental para que se garantam as festas de final de ano, Natal, presente das crianças. A gente sente como um cuspe na cara. A gente fez o nosso trabalho e o Poder Executivo não cumpre a sua tarefa de pagar em dia os servidores – disse Barboza.

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