Presidenciáveis participam da festa baiana de 2 de Julho

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Publicado sábado, 2 de julho de 2022 as 14:51, por: CdB

Bolsonaro de moto, Lula no palanque, Ciro Gomes no desfile e Simone Tebet a pé formaram o quadro político na comemoração do 2 de Julho, data da vitória dos baianos sobre os portugueses. A festa remete à chegada a Salvador, em 2 de julho de 1823, do exército libertador brasileiro, que havia expulsado a Coroa Lusitana.

Por Redação – de Salvador

A festa da Independência da Bahia contou, neste sábado, com a presença de quatro presidenciáveis. Jair Bolsonaro (PL) ficou isolado em uma motociata longe do centro das atividades, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) caminharam pelas ruas do Centro Antigo de Salvador.

Lula, Bahia, 2 de Julho
Lula e os principais líderes políticos baianos caminharam entre os populares, durante as festividades de 2 de Julho

Distante do público, Bolsonaro percorreu um trajeto de 37 km de moto pelas ruas periféricas da cidade, acompanhado de sua militância. Ele fez um discurso a apoiadores em que falou de Deus, criticou governadores e prometeu que o Brasil teria “uma dos combustíveis mais baratos do mundo”.

Bolsonaro de moto, Lula no palanque, Ciro Gomes no desfile e Simone Tebet a pé formaram o quadro político na comemoração do 2 de Julho, data da vitória dos baianos sobre os portugueses. A festa remete à chegada a Salvador, em 2 de julho de 1823, do exército libertador brasileiro, que havia expulsado a Coroa Lusitana. Os primeiros soldados começaram a chegar pela manhã, descalços, quase nus, fracos e cansados, mas exitosos no cumprimento da missão.

‘Educado’

Candidato ao governo do Estado, ACM Neto (União Brasil) não marcou encontro com qualquer dos presidenciáveis e participou, como parte do público, do desfile cívico na cidade, da mesma forma que Ciro Gomes, mas distantes um do outro. À mídia local, ACM Neto chegou a dizer que, se encontrar algum candidato no caminho, vai cumprimentá-lo pois é “educado”.

ACM Neto não quer subir no palanque de nenhum dos candidatos, sob pena de perder parte de seu eleitorado, dividido entre apoiadores de Lula e Bolsonaro. Nem mesmo do candidato oficial de seu partido, Luciano Bivar, que, por sinal, não deve dar as caras na Bahia amanhã.

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