Presidenciáveis tangenciam sobre atitude a ser adotada contra oligopólio da mídia

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Publicado sábado, 22 de setembro de 2018 as 15:59, por: CdB

O oligopólio que é representado por seis famílias, no Brasil, ocorre também na distribuição da verba publicitária oficial. Mesmo nos governos do PT, tais verbas foram distribuídas atendendo aos grandes grupos econômicos e deixando de fora pequenas iniciativas de jornalistas.

 

Por Redação, com Fábio Lau/Conexão Jornalismo – do Rio de Janeiro

 

Candidatos à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), os mais visados pela mídia conservadora, debateram o fim do oligopólio dos meios de comunicação, no Brasil. Os dois primeiros tocaram no assunto durante debate entre candidatos na TV Aparecida. Haddad, por sua vez, falou sobre o tema na sabatina promovida pela Folha de São Paulo.

Apenas seis famílias dominam a comunicação de massa no país, formando o maior oligopólio do setor, em todo o mundo
Apenas seis famílias dominam a comunicação de massa no país, formando o maior oligopólio do setor, em todo o mundo

O oligopólio que é representado por seis famílias, no Brasil, ocorre também na distribuição da verba publicitária oficial. Mesmo nos governos do PT, tais verbas foram distribuídas atendendo aos grandes grupos econômicos e deixando de fora pequenas iniciativas de jornalistas – muitas das quais acabaram por fechar as portas.

Inaceitável

Ciro disse que o Congresso conservador – e cooptável – não embarcaria em uma reestruturação radical no setor. Portanto ele sugere que a distribuição da verba publicitária seja mais generosa com os pequenos. Em geral, quando a verba atende a pequenos sites, os grandes grupos de mídia os expõem como se fossem eles politicamente engajados e braço político de partidos. Mas ignoram que recebem verba publicitária desde a ditadura – a qual ajudaram a sustentar.

Boulos, por sua vez, sustentou que deve se fazer valer a Constituição que prevê o fim do monopólio. Lembrou anda políticos que tem concessão de TV – o que deveria ser proibido.

Durante sabatina em um dos diários conservadores paulistanos, Haddad disse que o caso brasileiro, onde um mesmo grupo controla a comunicação das TVs, rádios e jornais, seria inaceitável no resto do mundo. Não propôs, contudo, nenhuma medida a ser adotada para encerrar o domínio das grandes redes e suas propriedades cruzadas, em um futuro próximo.

Fábio Lau é editor do site de notícias Conexão Jornalismo e afirma nunca haver recebido recursos públicos para sua página.

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