Presidente tem sido aconselhado a desistir de manifestação no domingo

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Publicado quarta-feira, 22 de maio de 2019 as 18:38, por: CdB

Há, ainda, grande preocupação entre os partidários de Bolsonaro sobre o efeito das manifestações. Um setor teme que pedidos de fechamento do Congresso podem aumentar a tensão politica no país. E não são poucos os que temem o fracasso das manifestações, com pouca gente nas ruas.

 

Por Redação – de Brasília

O que resta de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), dentro e fora do governo, tem sido pródigo nos avisos para que ele desista de promover as manifestações de autoapoio, marcadas para o próximo domingo. Entre os pesos-pesados que buscam desmobilizar o protesto está o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo. Segundo o militar, esta não é a melhor hora para manifestações.

Jair Bolsonaro tem sido avisado dos riscos de um fracasso retumbante nas manifestações convocadas para este domingo

Uma parte do empresariado que apoia Bolsonaro, segundo analistas políticos que se expressam nas redes sociais, considera que as manifestações significam “um tiro no pé”. Na contramão dos setores militar e empresarial, no entanto, o comerciante Luciano Hang está a pleno vapor na convocação para as manifestações.

Foco

Mesmo Hang, que integra a ultradireita, porém, tem suas ressalvas.

— As manifestações não têm que ser “fora’ ninguém” — disse, a jornalistas, referindo-se a grupos que pregam o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e até o fechamento do Congresso.

Há, ainda, grande preocupação entre os partidários de Bolsonaro sobre o efeito das manifestações. Um setor teme que pedidos de fechamento do Congresso podem aumentar a tensão politica no país. E não são poucos os que temem o fracasso das manifestações, com pouca gente nas ruas, o que seria um atestado da fraqueza do governo Bolsonaro. Ainda nesta manhã, o governador de São Paulo, João Doria Jr., aliado de Jair Bolsonaro, disse que os atos públicos serão “inoportunos”.

Inoportuno

De acordo com o tucano, não é hora de “acirrar” os ânimos e “desviar o foco da pauta econômica”, duas consequências que ele enxerga como possíveis a depender da pauta que for levada às ruas no domingo.

— Minha posição é contrária à realização dessas manifestações. Respeito quem for aos atos, sobretudo se forem pacíficos, porque se trata de um direito de todos. Mas, como governador de São Paulo, entendo que não é hora de propor o acirramento dos ânimos e, sim, de pregar a responsabilidade com o País e a união de esforços para que possamos superar a grave crise econômica do Brasil — disse.

Ainda segundo Doria, ”esta é mais uma razão pela qual esse ato é inoportuno”.

— A dualidade da pauta já deveria servir para desaconselhar o apoio a essa manifestação. A hora é de paz, de entendimento nacional. As autoridades deveriam fazer um esforço nesse sentido — concluiu.

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