Presidente da CEF e ‘homem da mala’ de Temer são chamados a depor na Polícia

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Publicado segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018 as 14:34, por: CdB

O depoimento de Occhi, inicialmente marcado para 11h desta segunda-feira, teve que ser reagendado. Ele estava fora de Brasília, na parte da manhã. Questionado por jornalistas, disse não saber o motivo do convite.

 

Por Redação – de Brasília e São Paulo

 

A Polícia Federal (PF) intimou o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, a prestar depoimento, nesta segunda-feira. O alvo do inquérito é o suposto favorecimento de empresas do setor de portos com um decreto assinado na gestão do presidente de facto, Michel Temer (MDB).

João Batista Lima, apontado como 'homem da mala' de Michel Temer, é levado a depor na Polícia Federal
João Batista Lima, apontado como ‘homem da mala’ de Michel Temer, é levado a depor na Polícia Federal

O depoimento de Occhi, inicialmente marcado para 11h desta segunda-feira, teve que ser reagendado. Ele estava fora de Brasília, na parte da manhã. Questionado por jornalistas, disse não saber o motivo do convite.

Afastados

Além de Temer, são alvos do inquérito a empresa Rodrimar, que atua no setor portuário, e o ex-deputado e ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, que ficou conhecido como homem da mala da JBS.

Uma investigação interna da Caixa Econômica afirma que Occhi teria sido procurado por Rocha Loures para atender a uma demanda da Rodrimar. A declaração foi de Antonio Carlos Ferreira. Ele deixou a vice-presidência da Caixa, há duas semanas, por recomendação do Banco Central e do Ministério Público.

Outros dois vice-presidentes foram afastados pelo mesmo motivo, suspeitos de irregularidades no banco.

Delação

Ainda nesta segunda-feira, a PF intimou novamente o ex-coronel João Batista Lima. O ‘homem da mala’ de Temer, como é citado no inquérito, foi chamado a depor no inquérito que apura suposto favorecimento de empresas no setor de portos com um decreto assinado pelo presidente de facto, Michel Temer, em 2017.

A PF tenta ouvir Lima desde 2017, mas o ex-coronel da PM alega motivos de saúde para não comparecer ao interrogatório. Lima é apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR), com base na delação da JBS, como um dos intermediários de propina que supostamente seria paga a Temer; no caso do decreto de portos.

Rocha Loures

A PF ainda analisa mensagens telefônicas trocadas entre Lima e uma pessoa não identificada pelos investigadores chamada Maria Helena. Na mensagem, no dia 30 de abril de 2017, o coronel Lima diz: “amiga, nessas condições ainda tenho esperança de receber as ‘gorjetas’ que você não me deu”.

A conversa ocorreu no mesmo período em que Rodrigo Rocha Loures foi flagrado recebendo uma mala de dinheiro da JBS; em uma pizzaria. O encontro do ex-assessor de Temer com a JBS foi em 28 de abril. Dois dias antes da conversa entre Lima e Helena.

Outra conversa citada pela Polícia Federal no inquérito é uma troca de mensagens entre Lima e um interlocutor; chamado Miguel de Oliveira. No diálogo, também no dia 30 de abril de 2017, ouve-se: “recebeu pouco. Nas minhas contas deveria ter recebido R$ 120 mil. Estão ‘garfando’ o coitado”.

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