Presidente das Filipinas diz que não responderá ao TPI e que podem ‘enforcá-lo’

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Publicado sexta-feira, 20 de dezembro de 2019 as 14:18, por: CdB

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, desafiou o Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira a prendê-lo ou enforcá-lo por causa das supostas execuções extrajudiciais de sua guerra às drogas.

Por Redação, com Reuters – de Manila

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, desafiou o Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira a prendê-lo ou enforcá-lo por causa das supostas execuções extrajudiciais de sua guerra às drogas, mas disse que se recusará a cooperar com estrangeiros se for levado a julgamento.

Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, durante reunião em Bangcoc
Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, durante reunião em Bangcoc

Os comentários foram seus desafios mais recentes à corte de Haia, que ainda não decidiu se o investigará por causa das milhares de mortes de sua operação repressiva, durante a qual foram cometidos crimes contra a humanidade, segundo ativistas.

– Vocês não me assustam porque vão me prender no Tribunal Penal Internacional. Nunca me permitirei responder a esses brancos – disse Duterte em um discurso a cadetes e reservistas militares.

– Nunca, nunca, nunca responderei nenhuma pergunta vinda de vocês. É tudo merda para mim. Só sou responsável para os filipinos. Os filipinos julgarão.

Ele acrescentou: “E se me enforcarem pelo que fiz, vão em frente. O prazer é todo meu.”

ONU

Duterte também atacou a Organização das Nações Unidas (ONU) depois que seu organismo de direitos humanos aprovou uma resolução em julho para investigar supostos abusos nas Filipinas.

O ex-prefeito rebelde provocou diversas vezes o TPI e ameaçou estapear ou prender seu procurador, que em fevereiro de 2018 anunciou que um exame preliminar sobre as execuções ligadas à operação antidrogas estava em andamento.

Duterte, de 74 anos, reagiu cancelando a filiação de seu país à corte um mês depois, unilateralmente e sem aprovação legislativa, dizendo que esta o privou da presunção de inocência. A Anistia Internacional classificou a medida de “equivocada” e “covarde”.

O procurador do TPI diz que a jurisdição se aplica a crimes cometidos enquanto um país é membro.

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