Presidente iraniano protesta contra bloqueio do Telegram no país

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Publicado domingo, 6 de maio de 2018 as 18:12, por: CdB

O presidente é clérigo pragmático; que defende aumentar as liberdades sociais. Ele protestou contra o bloqueio ao Telegram, em mensagem no Instagram, na noite passada.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Teerã

 

Presidente iraniano, Hassan Rouhani criticou a proibição imposta pelo Judiciário do país ao popular aplicativo de mensagens Telegram. Ele disse que a medida foi “o oposto da democracia”.

A Indonésia bloqueou nesta sexta-feira o acesso ao serviço de mensagens codificadas Telegram

O Irã bloqueou o Telegram — amplamente usado pela população iraniana, pela imprensa estatal, políticos e empresas — no início da semana. O argumento, contudo, foi a segurança nacional; segundo a televisão estatal, semanas após um ato semelhante da Rússia.

O Irã considerava o bloqueio desde janeiro, quando protestos relacionados a dificuldades econômicas surgiram em mais de 80 cidades . Depois, tornaram-se manifestações contra as elites religiosas e militares.

Democracia

Algumas autoridades dizem que manifestantes usaram o Telegram para organizar protestos. Estes foram contidos pela Guarda Revolucionária e por seus afiliados da milícia voluntária Basij. O aplicativo foi temporariamente bloqueado em janeiro. 

— Não cumprir procedimentos legais, uso de força e dos meios judiciais é o oposto da democracia — disse Rouhani.

O presidente é clérigo pragmático. Ele é a favor de aumentar as liberdades sociais. Rouhani deixou uma mensagem no Instagram; na noite passada. 

“A filtragem e o bloqueio do Telegram não foram feitos pelo governo, que não aprova isso”, disse Rouhani, que já se colocou como contrário às restrições às redes sociais.

Rede de computadores

Os poderes de Rouhani, no entanto, são limitados pelos do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O religioso é mais próximo dos conservadores e linhas-dura que comandam o Judiciário. 

Os clérigos xiitas iranianos, entretanto, estão cautelosos com o ressurgimento de distúrbios antigoverno; caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuse-se a estender a suspensão das sanções ao Irã no dia 12 de maio. Este foi o prazo final que ele estabeleceu para que os signatários europeus do acordo nuclear; assinado em 2015 com o país “consertem as falhas” no documento.

A filtragem do governo, todavia, previne que os iranianos acessem muitos sites de Internet. A justificativa oficial é a de que são ofensivos ou criminosos. Muitos iranianos, contudo, burlam os bloqueios utilizando softwares VPN. Estes disponibilizam links criptografados para redes de outros países; permitindo que uma rede de um computador se comporte como se ele estivesse baseado no exterior.