Presidente do PT tem esperança, sem fundamento jurídico, de que Lula será libertado

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Publicado segunda-feira, 10 de dezembro de 2018 as 13:26, por: CdB

Hoffmann teme que a nomeação do ex-juiz Sérgio Moro, autor da sentença que determinou a prisão de Lula, na titularidade do Ministério da Justiça, a partir de janeiro do ano que vem, leve o país para um “estado policial”.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Senadora em fim de mandato, reeleita como deputada federal e ainda na Presidência do PT, Gleisi Hoffmann alimenta a esperança de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado internacionalmente um preso político no Brasil, seja libertado antes do Natal.

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Gleisi Hoffmann, presidente do PT, acredita que Lula será libertado antes do Natal

Hoffmann teme que a nomeação do ex-juiz Sérgio Moro, autor da sentença que determinou a prisão de Lula, na titularidade do Ministério da Justiça, a partir de janeiro do ano que vem, leve o país para um “estado policial”.

— Temos muita esperança que Lula saia da prisão antes do Natal. Se isso não acontecer, estamos organizando um Natal com Lula — afirmou durante a Conferência Internacional em Defesa da Democracia, promovida pela Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, sem dar indicações de como concretizar tal esperança.

Analistas ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil, no entanto, não encontraram qualquer fundamento jurídico na esperança da líder petista. A maioria concorda que não há base legal para que Lula seja libertado, tão cedo.

Estado opressor

Gleisi, por sua vez, voltou a dizer que Lula foi preso “sem provas” e devido ao “altíssimo grau de politização” do Judiciário.

— Isso é evidenciado pela nomeação de Moro para ministro da Justiça (do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL)). Sabemos que cargo de ministro é cargo político, não técnico — disse.

Segundo a futura deputada, a ida de Moro para o Ministério da Justiça sinaliza para a implantação de “um estado policial” no país.

— E achamos que esse estado vai ser opressor a quem fizer oposição ao governo. Teremos um estado opressor e a população submetida a um estado muito grave de proteção social — concluiu.

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