Presidente volta a ameaçar o STF, depois de negar planos golpistas

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Publicado sexta-feira, 3 de setembro de 2021 as 16:51, por: CdB

Sem citar nomes, o mandatário neofascista Jair Bolsonaro (sem partido) disse que não critica instituições ou Poderes, mas faz, sim, críticas pontuais aos magistrados do Supremo. Entre eles, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por Redação – de Brasília

Não se passaram 24 horas desde que o presidente Jair Bolsonaro havia assegurado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que não tem intenção de apoiar a invasão à Corte e voltou a repetir, nesta sexta-feira, o discurso em que ameaça aplicar um golpe de Estado. Ele afirmou que as manifestações do próximo dia 7 de Setembro servirão como um ultimato a ministros do Supremo.

Bolsonaro,golpe de Estado
Como um cachorro louco, o único método de reação que Bolsonaro conhece é a confrontação

Sem citar nomes, o mandatário neofascista disse que não faz críticas a instituições ou Poderes, mas sim críticas pontuais aos magistrados. Entre eles, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— Nós não criticamos instituições ou Poderes. Somos pontuais. Não podemos admitir que uma ou duas pessoas que usando da força do poder queiram dar novo rumo ao nosso país. Essas uma ou duas pessoas tem que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas. Curvem-se à Constituição, respeitem a nossa liberdade, entendam que vocês dois estão no caminho errado porque sempre dá tempo para se redimir — ameaçou.

‘Em paz’

Bolsonaro, contudo, não tem como dar ultimato aos ministros do STF. Para tanto, precisaria ingressar com pedido de impedimento contra eles, no Senado, o que não se sustenta, uma vez que o pedido contra Moraes foi, de pronto, rejeitado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

As declarações nesta sexta aconteceram na cidade baiana de Tanhaçu, onde o presidente assinou o contrato de concessão do trecho entre Ilhéus e Caetité da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. Em seu discurso, Bolsonaro não fez uma referência sequer à ferrovia, principal motivo da viagem. Na véspera, Bolsonaro havia dito que o Brasil “está em paz” e que ninguém precisa temer as manifestações.

Bolsonaro se prepara para participar de protestos de raiz golpista e de pautas autoritárias em seu favor que estão marcados para o feriado de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na avenida Paulista, em São Paulo.

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