Presos em fuga incendeiam caminhões na rodovia BR-116

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Publicado terça-feira, 11 de setembro de 2018 as 12:01, por: CdB

Durante a fuga, por volta das 3h30, cinco caminhões e dois carros foram incendiados na altura do km 85 da BR-116, na região metropolitana de Curitiba

Por Redação, com ABr – de Brasília

Um grupo fortemente armado com fuzis explodiu um muro da Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná, libertando pelo menos 29 detentos. Durante a fuga, por volta das 3h30, cinco caminhões e dois carros foram incendiados na altura do km 85 da BR-116, na região metropolitana de Curitiba, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Presos em fuga incendeiam caminhões e interditam rodovia BR-116

Até as 10h40, o engarrafamento no sentido São Paulo já passava dos 30 quilômetros. No sentido contrário em Quatro Barras (PR), o trânsito foi liberado ainda na madrugada.

Até o fechamento dessa reportagem, nenhum detento havia sido recapturado. Um helicóptero da Polícia Militar e outro da Polícia Rodoviária Federal sobrevoam o local em busca dos fugitivos.

Esta não é a primeira fuga no Presídio de Piraquara. Em janeiro de 2017, 28 presos também explodiram o muro da penitenciária para fugir.

Ataque a penitenciária

Baleado ao participar da perseguição ao grupo fortemente armado que atacou a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, em João Pessoa (PB), na madrugada de segunda-feira, o tenente da Polícia Militar (PM) Erivaldo Moneta teve a morte cerebral confirmada no início da tarde. De acordo com as informações do governo estadual, o objetivo do ataque foi libertar três assaltantes de carro-forte.

Moneta foi atingido na cabeça durante a troca de tiros entre policiais e parte do grupo que explodiu o portão da unidade prisional, permitindo a fuga de 92 detentos, inicialmente, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que 105 presos tinham fugido, mas corrigiu a informação após policiais militares e agentes prisionais recontarem os apenados.

Até as 16 horas, 41 presos tinham sido recapturados. Um forte esquema foi montado para tentar localizar os 51 detentos que continuam à solta. Cerca de mil policiais da Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte participam das ações de busca e contenção, a fim de evitar que os fugitivos deixem o Estado.

Objetivo da ação

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária, tenente-coronel Sérgio Fonseca de Souza, o objetivo dos cerca de 20 criminosos que atacaram a penitenciária a bordo de quatro veículos era resgatar três suspeitos de assaltos e explosão a carro-forte presos pela Polícia Militar no dia 6 de agosto, em Lucena, no litoral norte da Paraíba: Romário Gomes da Silveira, conhecido como Romarinho; Ivanilson Pereira de Macedo e Antônio Arcênio de Andrade Neto.

Romarinho já tinha sido detido em fevereiro deste ano, durante a Operação Aurora, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos de participar de um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal no Shopping Partage. Na época em que foi detido, Romarinho ocupava um cargo comissionado no gabinete do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), que o exonerou no mesmo dia. Romarinho está entre os presos que conseguiram escapar esta manhã.

Armamento militar

O grupo que atacou a penitenciária usava armamento de uso exclusivo militar, como fuzis 556 e 762, além de explosivos. Projéteis disparados pelos criminosos chegaram a furar paredes, obrigando os policiais militares que estavam nas quatro guaritas instaladas nos muros do presídio e os 18 agentes prisionais a recuarem e buscarem abrigo. Foi o que permitiu aos criminosos se aproximar da entrada e instalar os explosivos com que explodiram o portão de aço. De acordo com o secretário de Administração Penitenciária, os criminosos ingressaram no presídio e arrebentaram os cadeados das celas usando alicates especiais.

Durante entrevista coletiva, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, disse a jornalistas que policiais foram deslocados para pontos estratégicos, onde estão de prontidão para “caçar esses indivíduos (fugitivos) e, se necessário, neutralizá-los”. Ainda durante a entrevista, as autoridades garantiram que os danos à unidade prisional já foram sanados, com o conserto de dois portões e a substituição dos cadeados violados.

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