Presos são encontrados mortos na Casa de Custódia de Curitiba

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Publicado segunda-feira, 15 de janeiro de 2018 as 13:26, por: CdB

Após prestarem depoimento na Central de Flagrantes, os três suspeitos de homicídio qualificado foram reconduzidos para a própria Casa de Custódia

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Três presos foram encontrados mortos no interior da Casa de Custódia de Curitiba na madrugada desta segunda-feira. Segundo a secretaria estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária, três detentos já assumiram a autoria dos homicídios, mas como decidiram só se pronunciar em juízo, a motivação dos crimes continua sendo investigada. A secretaria, no entanto, suspeita que os homicídios foram provocados por uma disputa interna entre os presos.

Três presos são encontrados mortos na Casa de Custódia de Curitiba

Detentos

De acordo com o coordenador da Central de Flagrantes de Curitiba, delegado Fábio Machado dos Santos; os detentos Bruno Aparecido Guedes, 30, Giuseppe Luis dos Santos, 36, e Marcos Germano dos Santos, 36, foram mortos ao retornar à cela, logo após o fim do horário de visitas, por volta das 18 horas.

Ainda segundo o delegado, as vítimas apresentavam ferimentos letais causados por objetos perfurocortantes (armas brancas). Três “estoques” (lâminas de ferro com pontas afiadas); foram encontrados pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); um deles cravado no corpo de uma das vítimas.

Após prestarem depoimento na Central de Flagrantes, os três suspeitos de homicídio qualificado foram reconduzidos para a própria Casa de Custódia.

Em funcionamento há 15 anos, a Casa de Custódia é classificada pelo Departamento Penitenciário paranaense; como uma unidade de segurança máxima. Com 432 vagas, abriga 620 detentos; todos homens condenados ou que respondem a crimes contra mulheres.

Sem-terra desaparecem no Amazonas e suspeitos fogem

O desaparecimento de três trabalhadores rurais sem terra em Canutama, no Amazonas; completou um mês no domingo e continua a desafiar as autoridades do Amazonas; ao mesmo tempo em que motiva críticas dos familiares dos desaparecidos, pela demora em solucionar o caso. Testemunhas disseram que Flávio Lima de Souza, de 42 anos; Marinalva Silva de Souza, de 37 anos; e Jairo Feitoza Pereira, de 52 anos, foram vistos pela última vez inspecionando parte de uma propriedade rural ocupada por cerca de 200 sem-terra desde 2015; em Canutama, no sul do Amazonas. A fazenda fica próximo à divisa com Rondônia; região de difícil acesso e vegetação densa.

Ex-brigadista do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e presidente da Associação dos Produtores Rurais da Comunidade da Região do Igarapé Araras (Asprocria), Flávio chegou a pedir o apoio de organizações sociais como a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ele denunciou as ameaças por parte de madeireiros e funcionários da Fazenda Shalom.

Já Marinalva registrou um Boletim de Ocorrência semanas antes dos três desaparecerem. No documento, Marinalva denuncia a ação de funcionários da fazenda para intimidar os sem-terra, como a destruição de manilhas que os ocupantes planejavam instalar na área.

Suspeitos foragidos

No último dia 3, a Polícia Civil do Amazonas divulgou as fotos e os nomes do fazendeiro, Antonio Mijoler Garcia Filho, 61 anos; e do caseiro Rinaldo da Silva Mota, 38 anos. Ambos são procurados por homicídio qualificado. Eles são suspeitos de envolvimento no desaparecimento dos líderes sem terra.

Suas prisões foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) em 28 de dezembro; sete dias após a Polícia Civil tornar público que o delegado responsável pela investigação pediria à Justiça a prisão preventiva dos dois suspeitos e autorização para realizar buscas e apreensões em endereços ligados a eles.

Segundo o Tribunal, os pedidos de prisão só foram ajuizados no dia 23, um sábado. Em função do feriado de Natal, só puderam ser encaminhados para apreciação após o dia 26, quando a juíza Joseilda Pereira Bilio assumiu a titularidade da Vara de Canutama. Os mandados foram expedidos dois dias depois.

Rondônia

Segundo parentes dos desaparecidos que acompanham o caso, com a demora, os suspeitos conseguiram deixar Canutama. No dia 29, a Polícia Civil informou que equipes da 62ª Delegacia Interativa se deslocaram até a capital de Rondônia, Porto Velho, a apenas 60 quilômetros de Canutama. A intenção era cumprir os mandados de prisão, mas nem o fazendeiro, nem o caseiro foram localizados nos endereços de que a Polícia dispunha. Desde então, Mijoler e Mota são considerados foragidos.

Como o local das buscas fica próximo a Porto Velho, parentes e integrantes do grupo de sem terra decidiram pedir apoio ao governo de Rondônia. No último dia 28, eles se reuniram com o vice-governador Daniel Pereira que, prontamente, enviou um ofício ao governador do Amazonas, Amazonino Mendes, oferecendo ajuda nas buscas por Flávio, Marinalva e Jairo.

Até a véspera, o governo de Rondônia não tinha recebido nenhuma resposta. Segundo a assessoria da vice-governadoria, embora a Polícia Civil de Rondônia tenha auxiliado nas buscas logo nos primeiros dias após o anúncio dos desaparecimentos, acabou por se afastar já que, oficialmente, o trabalho “é da alçada do governo do Amazonas”.

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