Pressão popular derruba Bolsonaro e eleva Haddad ao segundo turno, diz pesquisa

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Publicado segunda-feira, 1 de outubro de 2018 as 13:34, por: CdB

O estudo aponta para uma queda na intenção de votos do candidato da extrema direita e um novo reforço na tendência de alta do representante petista, Fernando Haddad (PT). Ele substitui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na atual eleição.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Pesquisa de opinião realizada pela agência de comunicação social FSB, contratada pelo banco de investimentos BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira, reforça o indício de queda na candidatura neofascista de Jair Bolsonaro (PSL).

A divisão no comitê de Bolsonaro ficou evidente na exposição do boneco de Hamilton Mourão, general e candidato a vice, mas com a faixa presidencial
A divisão no comitê de Bolsonaro ficou evidente na exposição do boneco de Hamilton Mourão, general e candidato a vice, mas com a faixa presidencial

Analistas ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil já previam a queda nas intenções de voto ao representante da ultradireita; em parte, pela pressão popular exercida no campo feminino, representante de mais de 50% do eleitorado brasileiro. As disputas internas no comitê do PSL também pesam na falta de rumo dos dirigentes.

O estudo aponta para uma queda na intenção de votos do candidato da extrema direita e um novo reforço na tendência de alta do representante petista, Fernando Haddad (PT). Ele substitui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na atual eleição, após veto do Judiciário ao líder brasileiro sob sentença do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná.

Os resultados, praticamente, colocam Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Segundo a pesquisa, o deputado fluminense caiu de 33% para 31%, enquanto Haddad passou de 23% para 24%, isolado no segundo lugar.

Uma sombra

No segundo turno, Bolsonaro e Haddad aparecem tecnicamente empatados, com 43% e 42% das intenções de voto, respectivamente. No levantamento anterior, estes índices eram de 44% e 40%.

Na pesquisa estimulada, Ciro Gomes (PDT), que havia caído quatro pontos no levantamento anterior, divulgado na semana passada, passando de 14% para 10%, sofre mais uma queda e registra, atualmente, 9% das intenções de voto. O tucano Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, tenta um último fôlego, com as intenções de voto subindo de 8% para 11% e chegando ao empate técnico com Ciro Gomes.

Marina Silva (Rede) segue em queda e passa a ser uma sombra do que representou, no início da corrida eleitoral. Ela recuou um ponto percentual, passando de 5% para 4%, no intervalo de tempo entre as duas pesquisas, estando em empate técnico com João Amoêdo (Novo).

Espontânea

Alvaro Dias (Podemos) manteve os 2% registrados no levantamento anterior. Já o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) caiu de 3% para 2%. Os demais postulantes não pontuaram. Os que disseram que irão votar em nenhum dos candidatos passaram de 7% para 6% e os que irão votar em branco ou nulo se manteve em 2%. Os que não souberam ou não quiseram responder se manteve estável em 4%.

Na pesquisa espontânea, as intenções de voto para Bolsonaro caíram ainda mais. Foram de 31% para 28%, já fora da margem de erro, enquanto Haddad passou de 17% para 18%. Ciro Gomes manteve os mesmos 7% do levantamento anterior e está tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin. Este passou de 4% para 7%.

João Amôedo passou de 2% para 3% e Marina Silva caiu de 2% para 1%. Os candidatos Alvaro Dias e Henrique Meirelles permaneceram estáveis, com 1% cada.Os demais não pontuaram. Os que não souberam ou não quiseram responder passaram de 21% para 16% e os que não votariam em nenhum dos postulantes subiu um ponto, passando de 8% para 9%. Os que não souberam ou não responderam se manteve em 3%.

Contra Marina

Em relação ao segundo Turno, Bolsonaro, que está tecnicamente empatado com Haddad, também aparece na mesma situação quando o adversário é Ciro Gomes. Neste cenário, O candidato do PSL registra 41% enquanto o trabalhista aparece com 45%.

No levantamento anterior, eles estavam empatados com 42% cada. A situação também é de empate técnico quando o rival é Geraldo Alckmin que passou de 40% para 42%, enquanto Bolsonaro manteve os mesmos 41% da pesquisa anterior. Em um cenário contra Marina Silva, Bolsonaro caiu de 45% para 44%, enquanto ela passou de 36% para 39%.

A pesquisa FSB/BTG Pactual foi realizada entre os dias 29 e 30 de setembro junto a 2 mil eleitores de todo o país. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05879/2018 e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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