Pressionado pelo PDT, Boulos tende a receber Ciro Gomes na campanha

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Publicado segunda-feira, 27 de setembro de 2021 as 17:21, por: CdB

O PSOL ainda pode decidir lançar um candidato próprio à Presidência e não está descartado o apoio ao ex-presidente Lula, por isso há chances de haver um palanque múltiplo, ainda que Ciro tenha se aproximado da direita e centro-direita, em seus últimos discursos.

Por Redação – de São Paulo

Com forte articulação do PDT pelo apoio ao nome de Ciro Gomes (PDT) na disputa pela presidência, Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato ao governo paulista em 2022, pode dar palanque a mais de um presidenciável durante sua campanha. O PDT tem oferecido apoio ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e, em troca, ele retribuiria abrindo espaço para Ciro aparecer com ele.

Ciro Gomes
Ciro Gomes tenta obter o apoio dos governadores petistas e do candidato do PSOL ao governo de São Paulo, Guilherme Boulos

Mas o PSOL ainda pode decidir lançar um candidato próprio à Presidência e não está descartado o apoio ao ex-presidente Lula, por isso há chances de haver um palanque múltiplo, ainda que Ciro tenha se aproximado da direita e centro-direita, em seus últimos discursos. O ex-governador cearense, no entanto, centra fogo no mandatário neofascista Jair Bolsonaro (sem partido).

— Fui ministro feliz da vida, não tenho arrependimento nenhum, foi um governo útil, importante, um bom governo para o Brasil, mas na sequência não aceitei mais. Meu afastamento vem público — disse Gomes, e ex-ministro da Integração Nacional no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu possível adversário, caso supere Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Fusão

Além de Ciro, os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também são nomes de destaque na disputa pela chamada Terceira Via. Os dois, porém, ainda precisam brigar entre si e com Tasso Jereissati e Arthur Virgílio pela indicação do PSDB.

A jornalistas, ao comentar as prévias do PSDB, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que também disputa espaço na Terceira Via, afirmou que até a data limite para alteração de partido, muitos debates ainda acontecerão. Ele falou porém que a Terceira Via continuará se movimentando até lá, com a fusão de partidos e o diálogo entre dez partidos, que aconteceria semanalmente.

Mandetta falou especificamente sobre a fusão do DEM, partido a qual pertence, com o PSL, e disse que não permanecerá caso a nova legenda apoie Bolsonaro.

— Se for esse o caminho [apoio a Bolsonaro], pode ter certeza que eu não vou estar lá. Mas eu tenho toda a certeza de que não há a menor margem para esse tipo de caminhar — resumiu. Para ele, as figuras mais alinhadas ao presidente vão se incomodar com a fusão e deixarão a nova sigla.

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