No 1º de Maio, Bolsonaro ignora número de mortes e prega o fim do isolamento social

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Publicado sexta-feira, 1 de maio de 2020 as 17:21, por: CdB

Desde o início da pandemia do coronavírus, o presidente tem protagonizado um conflito permanente com governadores e prefeitos que adotaram medidas de controle da pandemia, entre elas o fechamento de comércios e a suspensão de aulas.

Por Redação – de Brasília

Sem tomar conhecimento das mais de 6 mil mortes causadas pela covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta sexta-feira – Dia do Trabalhador – que gostaria que “todos voltassem a trabalhar”, em franca oposição às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de seu novo ministro da Saúde, o médico Nelson Teich. A declaração foi transmitida do Palácio da Alvorada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF), que pediu uma mensagem do mandatário neofascista.

Ao lado da deputada Bia Kicis (PSL-DF), sem máscara higiênica, Bolsonaro volta a pregar a desobediência ao distanciamento social
Ao lado da deputada Bia Kicis (PSL-DF), sem máscara higiênica, Bolsonaro volta a pregar a desobediência ao distanciamento social

— Eu gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide isso não sou eu, são os governadores e prefeitos. Bom dia a todos, o Brasil é um país maravilhoso. Tenho certeza que tendo Deus acima de tudo brevemente voltaremos à normalidade — disse Bolsonaro, em uma nova tentativa de se eximir da culpa pelas declarações antagônicas ao distanciamento social.

Curva

Desde o início da pandemia do coronavírus, o presidente tem protagonizado um conflito permanente com governadores e prefeitos que adotaram medidas de controle da pandemia, entre elas o fechamento de comércios e a suspensão de aulas. Na véspera, Bolsonaro disse que os que promoveram essas ações não conseguiram achatar a curva de transmissão do vírus.

— O Supremo (Tribunal Federal) decidiu que as medidas para evitar, ou para fazer a curva ser achatada, caberiam a governadores e prefeitos. Não achataram a curva. Governadores e prefeitos que tomaram medidas bastante rígidas não achataram a curva — repetiu.

Novas mortes

O Brasil tinha, nesta sexta-feira, 85.380 casos de Codid-19 e 5.901 óbitos pela covid-19, sem contar a subnotificação, o que eleva sobremaneira o número de mortes. Segundo o boletim da tarde de quinta, nas últimas 24 horas foram 435 novas mortes e 7.218 novos casos confirmados da doença.

Deputada aliada de Bolsonaro, Bia Kicis levou para o Palácio da Alvorada um grupo de agricultores, que segundo ela queriam agradecer o presidente pela edição de uma Medida Provisória que destinou recursos para o setor. Uma vez na Alvorada, o grupo liderado pela parlamentar foi autorizado a entrar e se reuniu com Bolsonaro.

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