Primogênito de Bolsonaro fatura alto com negócios imobiliários obscuros

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Publicado quarta-feira, 15 de maio de 2019 as 17:05, por: CdB

Os registros das sete salas aos quais os repórteres tiveram acesso revelaram que o hoje senador, à época deputado estadual, obteve um lucro significativo em apenas 43 dias.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) lucrou ao menos R$ 728 mil em transações imobiliárias com dois dos alvos das quebras de sigilo bancário e fiscal do caso Queiroz. Foi o que apurou a reportagem do portal UOL, após ganhar acesso a registros em cartórios da cidade do Rio de Janeiro, que dizem respeito a nove transações envolvendo a empresa MCA Participações e um empresário norte-americano.

Deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro

Todos integram o rol de 95 pessoas físicas e jurídicas que tiveram os sigilos quebrados por decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio. Com a MCA, Flávio Bolsonaro negociou 12 salas comerciais no Barra Prime Offices, um centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca.

Prado Júnior

Os registros das sete salas aos quais os repórteres tiveram acesso revelaram que o hoje senador, à época deputado estadual, obteve um lucro significativo em apenas 43 dias. Todas as salas foram adquiridas por ele no dia 16 de setembro de 2010, por valores entre R$ 192,5 mil e R$ 342,5 mil.

No total, os sete imóveis custaram ao político pouco mais de R$ 1,5 milhão. Menos de dois meses depois, no dia 29 de outubro, Flávio vendeu as salas à MCA, com um ágio de aproximadamente 20%. Os imóveis renderam a ele R$ 1,85 milhão, um lucro R$ 318 mil.

Ainda segundo o portal conservador paulistano, além dessas transações, Flávio obteve ganhos também em contratos com o norte-americano Charles Anthony Eldering, de quem comprou uma sala comercial na avenida Prado Junior, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

Silêncio total

Ele adquiriu a sala de Eldering em novembro de 2012 por R$ 140 mil, valor R$ 60 mil abaixo do que foi pago pelo norte-americano em março de 2011. Em fevereiro de 2014 (um ano e três meses depois), ele vendeu a sala por R$ 550 mil, com lucro de R$ 410 mil no período.

Em fevereiro, o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo registrou que Flávio adquiriu outro imóvel em Copacabana, na mesma época que se tornou dono da sala da avenida Prado Junior. Neste, pagou R$ 170 mil em novembro de 2012, revendendo-o por R$ 573 mil um ano depois. Nos negócios, obteve um lucro de R$ 403 mil.

Procurado pela reportagem do Correio do Brasil, por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro recusou-se a qualquer pronunciamento acerca da pauta.

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