Principal assessor econômico de Donald Trump renuncia

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2018 as 10:05, por: CdB

Gary Cohn é contra a taxação do aço e do alumínio anunciada pelo presidente dos EUA. Banqueiro de Wall Street foi o arquiteto da reforma tributária aprovada pelo Congresso norte-americano

Por Redação, com DW – de Washington:

O principal assessor econômico do presidente Donald Trump, Gary Cohn, renunciou no dia anterior. O banqueiro de Wall Street é contra o aumento nas tarifas de importação de aço e alumínio anunciada pelo republicano.

Gary Cohn é crítico de política protecionista promovida por Trump

– Foi uma grande honra servir ao meu país e promulgar políticas econômicas pró-crescimento para beneficiar a população norte-americana; especialmente, a aprovação da reforma tributária histórica. Sou grato ao presidente por me dar essa oportunidade; e desejo a ele e a sua administração muito sucesso no futuro –  disse Cohn, em comunicado, divulgado pela Casa Branca.

O veterano de Wall Street ocupou o cargo de diretor do Conselho Econômico dos EUA por pouco mais de um ano e é considerado o arquiteto da reforma tributária aprovada pelo Congresso noorte-americano em dezembro.

Ex-presidente e diretor de operações do banco de investimentos Goldman Sachs, Cohn era uma das principais vozes contrárias ao protecionismo defendido por Trump.

A renúncia

A renúncia de Cohn chega poucos dias após, o anúncio de Trump sobre a taxação do aço e do alumínio. O governo norte-americano pretende impor tarifas de 25% nas importações de aço e 10% nas de alumínio, materiais que são essenciais para os setores de construção e manufatura, alegando que as taxas protegem os produtores americanos e devem fomentar a criação de postos de trabalho.

Cohn estava tentando convencer o presidente a voltar atrás sobre a decisão, porém, Trump se manteve inflexível e reiterou na terça-feira que não desistirá da taxação.

A medida foi criticada pela comunidade internacional. A União Europeia (UE) e diversos países, como China, Brasil, México, Canadá e Índia, alertaram que a decisão dos EUA pode provocar um efeito dominó e pedem que o governo norte-americano reveja a taxação.

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