Privatização dos Correios prejudica populações isoladas, afirma sindicato

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021 as 15:16, por: CdB

“A população brasileira só perderia com uma privatização dos Correios. Como exemplo, é certo que as agências e entregas em cidades distantes e pequenas e nos bairros periféricos das grandes cidades desapareceriam”, afirma a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FindEct), em nota.

Por Redação, com RBA – de Brasília

A privatização dos Correios, como deseja o governo Bolsonaro, vai prejudicar a sociedade brasileira e afetar a qualidade dos serviços. Os trabalhadores da empresa estatal advertem que agências em localidades distantes devem ser fechadas.

A empresa, que atende em todo o país, perderá o acesso às comunidades mais distantes, assinala o sindicato da categoria

“A população brasileira só perderia com uma privatização dos Correios. Como exemplo, é certo que as agências e entregas em cidades distantes e pequenas e nos bairros periféricos das grandes cidades desapareceriam”, afirma a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FindEct), em nota.

Nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro foi ao Congresso entregar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), proposta de privatização da estatal de serviços postais. A proposta pretende ampliar o investimento privado no setor, além de privatizar a empresa. Também prevê que o serviço postal universal pela União seja feito por meio de contratos de concessão.

Lucrativa

O serviço postal universal é uma garantia constitucional no país. Os trabalhadores lembram que há casos, em alguns países, em que o serviço foi privatizado, não deu certo e voltou para a gestão do Estado. “Mesmo com a maioria da população contrária à privatização dos Correios, o governo Bolsonaro e sua equipe econômica vão na contramão de muitos países, onde o serviço postal foi reestatizado por não ter dado certo a privatização da empresa”, dizem os trabalhadores.

A questão da lucratividade da empresa, que se mantém mesmo no período de pandemia, é outra razão apontada pelos trabalhadores para defender que a empresa continue a ser uma estatal. Nos últimos 4 anos, a empresa registrou consecutivamente lucro líquido, ultrapassando os R$ 2 bilhões de reais. “Isso sem contar que o próprio governo rapou o caixa da empresa, levando R$ 6 bilhões a mais do que o que teria direito”, lembram os trabalhadores.

“Os Correios Estatal é lucrativo e essencial para o país, principalmente para os pequenos, médios e grandes empresários que se beneficiam da ótima e única logística que chega a todos os lares dos brasileiros”, afirma a Federação.

Garantia

“Além das entregas de cartas e encomendas, os Correios Estatal entregam vacinas, fazem a logística das provas do Enem, entregam livros escolares e mantimentos, exportam e importam, levam informação, emitem documentos, entre outros”, diz ainda.

“Muitos desses serviços não geram lucros, apesar da empresa ser sim muito lucrativa. Contudo, mesmo assim são feitos, já que por ser uma empresa pública, a população tem por direito constitucional a garantia da prestação de serviço postal em todos municípios brasileiros”, conclui.