Processos contra Monsanto se multiplicam, enquanto preço das ações desaba

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Publicado quarta-feira, 24 de outubro de 2018 as 13:56, por: CdB

Em uma decisão do Supremo Tribunal da Califórnia, em San Francisco, a juíza Suzanne Bolanos disse que cortaria a indenização punitiva para US$ 39 milhões (R$ 143 milhões), de US$ 250 milhões, se os advogados do zelador de escola Dewayne Johnson concordassem.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Nova York, NY-EUA

 

O número de novas ações judiciais contra a Monsanto, empresa da alemã Bayer que produz agrotóxicos e pesticidas acusados de causar câncer, tende a duplicar, nos próximos meses. A previsão, que consta do semanário especializado Wisconsin Law Journal, ocorre após um juiz dos Estados Unidos confirmar, na véspera, o veredito contra a multinacional, no caso em que seu herbicida à base de glifosato é apontado como responsável pelo câncer terminal de um homem, fazendo com que as ações da empresa alemã desabassem 8%, até agora.

O glifosato é o produto mais popular da Monsanto, recém-comprada pela Bayer
O glifosato é o produto mais popular da Monsanto, recém-comprada pela Bayer

Em uma decisão do Supremo Tribunal da Califórnia, em San Francisco, a juíza Suzanne Bolanos disse que cortaria a indenização punitiva para US$ 39 milhões (R$ 143 milhões), de US$ 250 milhões, se os advogados do zelador de escola Dewayne Johnson concordassem.

Novo julgamento

A Bayer disse em um comunicado que a decisão de reduzir a indenização foi um passo na direção certa, mas ainda entraria com um recurso no Tribunal de Recursos da Califórnia, porque o veredicto não foi apoiado pelas evidências apresentadas no julgamento.

A Monsanto, que nega as acusações, pediu ao juiz que desconsidere todo o veredicto original de US$ 289 milhões (R$ 1,06 bilhão) ou ordene um novo julgamento.

Um júri em 10 de agosto apontou que os herbicidas à base de glifosato da empresa, incluindo o RoundUp e o Ranger Pro, causaram o câncer de Johnson e que a empresa não alertou os consumidores sobre os riscos.

A empresa alemã, que comprou a Monsanto este ano por US$ 63 bilhões (R$ 231 bilhões), diz que décadas de estudos científicos e uso no mundo real mostraram que o glifosato é seguro para uso humano.

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