Procon fiscaliza preços abusivos em postos de combustíveis

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Publicado segunda-feira, 4 de junho de 2018 as 15:23, por: CdB

Com isso, notas fiscais serão analisadas para verificar se houve aumento abusivo. Desde o início da greve de caminhoneiros o órgão recebeu 39 ligações, a maioria com reclamações sobre preços abusivos de combustíveis

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro:

Fiscais do Procon Carioca realizaram uma vistoria nos postos de combustíveis do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira. No primeiro local vistoriado, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, foi constatado que a gasolina estava sendo vendida a R$ 5,26.

Fiscais do Procon Carioca realizaram uma vistoria nos postos de combustíveis do Rio

Com isso, notas fiscais serão analisadas para verificar se houve aumento abusivo. Desde o início da greve de caminhoneiros o órgão recebeu 39 ligações, a maioria com reclamações sobre preços abusivos de combustíveis.

Caminhões de alimentos

Uma força-tarefa envolvendo militares, policiais rodoviários federais e policiais militares fizeram uma operação, no mês passado, para escoltar 300 caminhões com alimentos perecíveis. Os produtos saíram da região serrana Fluminense para a cidade do Rio de Janeiro.

Os veículos

Os veículos começaram a deixar a serra Fluminense a partir da meia-noite e meia. Os caminhões se deslocaram da RJ-130 para vários locais da cidade; principalmente para a unidade de Irajá, das Centrais de Abastecimento (Ceasa) do Estado.

Na última semana, a Ceasa de Irajá, principal central de abastecimento de alimentos da cidade do Rio; sentiu o impacto da paralisação dos caminhoneiros, que reduziu o abastecimento de alimentos e provocou alta de preços de vários produtos. Na segunda-feira, 90% das lojas da Ceasa não abriram as portas, devido à falta de alimentos.

Desconto no diesel e no pedágio

A maior concentração de caminhoneiros no estado do Rio de Janeiro; às margens da BR-116, no trecho da Rodovia Presidente Dutra, no município de Seropédica, parece não ceder à proposta de acordo do governo e aos apelos de suas próprias entidades de classe.

No emaranhado de caminhões, em um grande pátio de um posto de combustíveis; todos os motoristas ouvidos pela reportagem da Agência Brasil na segunda-feira demonstraram não estarem totalmente atendidos em suas reivindicações.

As principais demandas, repetidas por quase todos, é um maior desconto no óleo diesel; além dos R$ 0,46 dado pelo governo, e por um período maior, de seis meses a um ano, e não por apenas 60 dias; e a garantia de um preço mínimo no chamado frete de retorno. Também reclamaram muito do valor do pedágio cobrado nas estradas, que chega a representar 10% do valor do frete.

Frete e pedágio

A questão da tabela mínima de frete é referente ao valor pago pelas empresas aos caminhoneiros na viagem de retorno; que é sempre menor do que o valor pago na ida. Os motoristas querem um valor maior na viagem de volta, pois acham injusto ganhar menos transportando outras cargas no retorno, se a quilometragem é a mesma.

Já o alto valor do pedágio é reclamação unânime entre os grevistas. “O preço do pedágio tem que entrar no debate. Eu rodo uns 10 mil quilômetros por mês e pago R$ 5 mil de pedágio. De Santa Catarina ao Rio de Janeiro, por exemplo; dá cerca de R$ 500”, protestou o catarinense Fernando dos Santos.

Um dos motoristas mais antigos do grupo, que só de estrada tinha 39 anos, é João de Souza. Em toda sua vida como caminhoneiro, ele confessa que jamais presenciou uma crise como esta. “Este período é um dos piores da minha vida. Criei três filhos dirigindo caminhão.

Um deles também virou motorista. Para a gente voltar à estrada, tem que baixar mais o valor do pedágio e reduzir o preço do diesel por seis meses pelo menos”, disse o veterano, que viajava na companhia da esposa, quando começou a greve, e ambos ficaram na beira da estrada.