Procon realiza mutirão online de renegociação de dívidas

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Publicado segunda-feira, 15 de março de 2021 as 14:22, por: CdB

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado nesta segunda-feira e, para marcar a data, o Procon Carioca realizará o Mutirão Virtual de Renegociação de Dívidas, em parceria com a Associação Brasileira de Procons e a Federação Brasileira  dos Bancos.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado nesta segunda-feira e, para marcar a data, o Procon Carioca realizará o Mutirão Virtual de Renegociação de Dívidas, em parceria com a Associação Brasileira de Procons e a Federação Brasileira  dos Bancos.

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Os interessados terão até o dia 31 deste mês para tentar acordos exclusivamente pela internet, na plataforma de solução de conflitos.

O objetivo do mutirão é ajudar quem precisa reequilibrar seu orçamento doméstico e incentivar a população a manter o nome longe da inscrição em cadastros de proteção ao crédito. Para que isso ocorra, serão oferecidos benefícios como condições favoráveis ao pagamento de dívidas, ajuste do valor de parcelas, redução de juros e multas e até facilidades para a quitação de débito com instituição financeira.

De acordo com a Associação de Procons, muitos consumidores deixam de negociar dívidas nas unidades de atendimento por se sentirem constrangidos com a situação. As restrições de circulação devido à pandemia reforçaram a necessidade de oferecer um serviço via Internet.

– A queda na renda em 2020 impactou o orçamento doméstico e levou à postergação do pagamento de contas. Nosso principal objetivo é evitar que essas famílias tenham o nome negativado – diz Átila Nunes, presidente do Procon Carioca.

Após receber o pedido online de renegociação, a instituição financeira terá prazo de 10 dias para apresentar uma proposta ou resposta para o consumidor.

Home office

No domingo , Sandra Helena Lima Polo completa 61 anos. Como a maioria dos brasileiros, nos últimos 12 meses, com o início da quarentena, ela teve que se adaptar para dar conta de um novo aprendizado: fazer home office. Assistente social da Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, essa especialista em geriatra e gerontologia desenvolve trabalhos voltados para os idosos, uma atividade que sempre foi presencial mas, diante da nova realidade, teve que migrar para o mundo virtual.  Sandra, que precisou se reinventar na carreira, é uma das mulheres que fazem a cidade acontecer e uma das sete servidoras homenageadas numa série de reportagens que terminou no domingo.

O celular passou a ser a principal ferramenta de trabalho de Sandra, que começou a pensar em projetos que ajudassem a manter a qualidade de vida dos idosos durante a pandemia:

– A covid-19 afetou muito os idosos, tivemos que suspender por um tempo as visitas presenciais. Por isso a necessidade de fazer o acompanhamento deles online, por telefone, oferecer videoaulas, encaminhar para serviços de saúde e previdência.

A violência doméstica contra o idoso também foi motivo de preocupação nos últimos meses. Queixas de solidão e a necessidade de eles terem com quem conversar também estiveram em pauta. Pensando nesses temas, Sandra aproveitou para estudar um projeto antigo, de oferecer um serviço público de cuidador de idosos.

– Isso depende da questão orçamentária. Mas é um serviço interessante. A população idosa é a que mais cresce. Poder manter essas pessoas sob cuidados, em casa, melhoraria muito a qualidade de vida delas. Atualmente existe o projeto Idoso em Família, que concede benefício para eles terem uma pequena renda, isso também facilita a permanência deles com a família.

Na casa de Sandra, o home office foi um desafio pessoal. Ela precisou se organizar para dar conta das atividades profissionais e das tarefas domésticas, que aumentaram durante a pandemia. Até o começo da quarentena, o pai e uma sobrinha moravam com ela. Mas ele agora tem passado uns tempos em Friburgo e a jovem, que veio estudar no Rio, com a suspensão das aulas presenciais voltou para a família. Sandra agora divide o imóvel com sua gata.

– No começo foi assustador, mas depois veio o aprendizado. Sou uma pessoa que vive bem sozinha. Aproveito minhas noites para ler, assistir a um filme. Meu desejo agora é que as pessoas aprendam mais sobre solidariedade. Acho que muitos ainda não entenderam o significado disso – afirma Sandra, que aos poucos está retomando o trabalho presencial.