Procuradores da Turquia pedem extradição de jogador da NBA por ligação com Gulen

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Publicado quarta-feira, 16 de janeiro de 2019 as 11:43, por: CdB

Kanter, crítico explícito do presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, foi indiciado por um tribunal turco no ano passado por supostamente fazer parte de um “grupo terrorista armado”.

Por Redação, com Reuters – de Istambul/Londres

Procuradores turcos pediram a extradição do jogador de basquete Enes Kanter, do time norte-americano New York Knicks, devido a ligações com um clérigo acusado de orquestrar uma tentativa de golpe de Estado na Turquia em 2016, reportou a agência de notícias estatal Anadolu.

Jogador do New York Knicks Enes Kanter

Kanter, crítico explícito do presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, foi indiciado por um tribunal turco no ano passado por supostamente fazer parte de um “grupo terrorista armado”, após ser contactado repetidamente por pessoas próximas ao clérigo islâmico Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos.

A Procuradoria de Istambul não estava disponível de imediato para comentar a reportagem nesta quarta-feira.

Na terça-feira, a Anadolu disse que procuradores haviam solicitado a emissão de um “alerta vermelho” da Interpol para localizar e prender Kanter para extradição.

Segundo a agência, o pedido de extradição inclui comentários sobre Gulen feitos em redes sociais por Kanter, que frequentemente declara apoio ao clérigo.

A Turquia já revogou o passaporte de Kanter e o declarou um fugitivo devido ao apoio a Gulen, que Ancara acusa de ser responsável por uma tentativa fracassada de golpe de Estado em julho de 2016. Gulen nega.

Em maio de 2017, Kanter teve a entrada negada na Romênia devido ao cancelamento de seu passaporte turco.

No início deste mês, Kanter disse que não irá a Londres para disputar um jogo da NBA do Knicks porque teme ser assassinado por criticar Erdogan.

Tottenham investiga suposto ato de racismo

O Tottenham Hotspur investiga uma suposta prática de racismo de um de seus torcedores contra o atacante sul-coreano Son Heung-min, durante a derrota do clube para o Manchester United, no domingo, pelo Campeonato Inglês.

O clube do norte de Londres confirmou na segunda-feira que conduz uma investigação interna depois que um torcedor, James Dickens, disse ter confrontado um outro torcedor por causa de insultos dirigidos a Son, em Wembley.

– Não tinha a experiência de racismo no futebol há 15 anos – escreveu Dickens no Twitter. “Mas hoje no @SpursOfficial foi horrível. Reportei aos monitores, confrontei ele eu mesmo.”

“Os Spurs têm feito contato e vou trabalhar com eles para encontrar a pessoa”, escreveu ele. “Enfrente o racismo e ele não vai sobreviver, deixe pra lá e vai só piorar.”

No mês passado, o técnico do Tottenham, Mauricio Pochettino, disse querer “matar” o mau comportamento e o racismo nas arquibancadas depois que um torcedor jogou uma casca de banana em campo durante a derrota de 4 x 2 para o Arsenal.

Três torcedores do Chelsea foram presos na terça-feira passada por ofensas à ordem pública com agravante racial durante o primeiro jogo da semifinal da Copa da Liga Inglesa, entre o Tottenham e o Chelsea.

A derrota de 1 x 0 para o Manchester United foi o último jogo de Son no Tottenham antes de ele se juntar à seleção sul-coreana para disputar a Copa da Ásia, nos Emirados Árabes Unidos.

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