Produção industrial cairá ainda mais neste ano, estima pesquisa

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Publicado segunda-feira, 7 de outubro de 2019 as 10:44, por: CdB

Pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira não indica crescimento para o PIB brasileiro.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O mercado ajustou suas projeções para a economia brasileira na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, derrubando ainda mais a expectativa para a produção industrial neste ano. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 0,87% e 2,00% respectivamente para 2019 e 2020. Entretanto, os especialistas entrevistados passaram a ver uma contração ainda mais acentuada da indústria neste ano, de 0,65%, contra queda de 0,54% estimada antes.

Para 2020, entretanto, o cenário para a indústria melhorou, com um crescimento estimado de 2,29%, sobre 2,10% calculado no levantamento anterior
Para 2020, entretanto, o cenário para a indústria melhorou, com um crescimento estimado de 2,29%, sobre 2,10% calculado no levantamento anterior

Para 2020, entretanto, o cenário para a indústria melhorou, com um crescimento estimado de 2,29%, sobre 2,10% calculado no levantamento anterior.

O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA caiu 0,01 ponto percentual para ambos os anos, respectivamente a 3,42% e 3,78%.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos.

A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deverá terminar este ano a 4,75%, indo a 5,00% em 2020, sem alterações. A Selic foi reduzida em setembro em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve seus cenários para a Selic, a 4,75% e 4,50%.

Preços da indústria sobem 0,92% em agosto

Na última semana de setembro, os preços ao produtor abandonaram deflação e tiveram firme alta em agosto, puxados por aumento de custos nas indústrias extrativas, de alimentos e metalurgia. O índice que mede a variação dos preços da indústria —na “porta de fábrica”, sem impostos e fretes— teve alta de 0,92% em agosto, depois de cair 1,20% em julho, mostraram dados do IBGE nesta quarta-feira.

No acumulado de 2019, os preços sobem 2,48%, enquanto em 12 meses avançam 1,43%. Em agosto de 2018 sobre julho, os custos haviam subido 0,86%.

O aumento dos custos nas indústrias extrativas (de 7,67%) teve a maior influência de alta no índice cheio, ao qual adicionou 0,38 ponto percentual. A alta foi ditada sobretudo pelos preços dos minérios de ferro, influenciados pelo mercado internacional da commodity.

A variação de preços na indústria de alimentos (+0,89%) adicionou 0,20 ponto percentual ao índice de preços ao produtor, enquanto a alta de 1,99% nos preços da indústria de metalurgia contribuiu com 0,12 ponto percentual no índice cheio.

Entre as grandes categorias econômicas, os preços ao produtor em bens de capital subiram 1,14%, enquanto bens intermediários viu aumento de 1,28% nos custos. O subíndice para bens de consumo teve alta de 0,36%.

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