Produção industrial recua e já aponta para outro ano perdido

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Publicado terça-feira, 1 de outubro de 2019 as 11:05, por: CdB

Em agosto, a produção industrial teve alta de 0,8% em relação a julho, segundo dados informados pelo IBGE.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

A produção da indústria brasileira interrompeu três meses de perdas e registrou o melhor resultado para agosto em cinco anos, mas a perspectiva para o setor em 2019 ainda é de contração.

Em agosto, a produção industrial teve alta de 0,8% em relação a julho, segundo dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, a produção registrou recuo de 2,3%, e o acumulado em 2019 está negativo em 1,7%
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, a produção registrou recuo de 2,3%, e o acumulado em 2019 está negativo em 1,7%

Essa é a leitura mais alta para o mês desde 2014, quando houve alta de 0,9%. No geral, é o melhor resultado desde junho de 2018, quando houve um salto de 12,6% como decorrência de recuperação após a greve dos caminhoneiros.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, a produção registrou recuo de 2,3%, e o acumulado em 2019 está negativo em 1,7%.

Ambos os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de alta de 0,3% na variação mensal e queda de 3,0% na base anual.

– É um crescimento, mas não representa uma virada de chave, uma recuperação ou uma reação. Foi apenas um primeiro sinal e a indústria hoje opera 17,3% distante do pico – disse o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

Dentro as grandes categorias econômicas, o único resultado positivo foi visto em Bens Intermediários, com um ganho de 1,4% na produção em comparação com julho.

Por outro lado, a fabricação de Bens de Capital caiu 0,4% e a de Bens de Consumo teve perdas de 0,7%.

Entre as atividades, as indústrias extrativas exerceram a principal influência positiva, com avanço de 6,6% —quarta taxa positiva consecutiva—, graças ao aumento na extração de minério de ferro, petróleo e gás.

Também se destacaram os avanços de 3,6% na produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, e de 2,0% de produtos alimentícios.

Já os veículos automotores, reboques e carrocerias recuaram 3,0% no mês, em meio à redução das exportações para a Argentina devido à crise econômica no país vizinho.

A expectativa dos economistas em pesquisa Focus do Banco Central é de contração da atividade industrial de 0,54% neste ano, passando a crescer 2,10% em 2020.

O setor industrial do Brasil cresceu em setembro pelo segundo mês seguido, diante do aumento no volume de produção e no nível de empregos, com a confiança em relação aos negócios permanecendo elevada, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O PMI da indústria do Brasil, divulgado pelo IHS Markit nesta terça-feira, subiu a 53,4 em setembro, de 52,5 em agosto, igualando a marca mais alta desde novembro de 2017. A marca de 50 separa crescimento de contração.

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