Produção industrial recua em julho em oito locais pesquisados pelo IBGE

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Publicado terça-feira, 10 de setembro de 2019 as 12:00, por: CdB

São Paulo, que representa cerca de 34% da indústria do país, teve sua terceira queda consecutiva, de 1,4%, acumulando perda de 3,7% entre maio e julho.

Por Redação, com ABr e Agências de Notícias – de Brasília

A produção da indústria caiu em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de julho para agosto deste ano, seguindo a tendência nacional, já que a produção nacional recuou 0,3%. As maiores quedas foram observadas no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%).

No acumulado do ano, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda, entre eles Espírito Santo (-12,2%) e Minas Gerais (-4,7%)

Também tiveram queda na produção a Região Nordeste (-2,6%) e os estados do Rio Grande do Sul (-2,4%), Ceará (-1,5%), São Paulo (-1,4%), Bahia (-1,3%) e Santa Catarina (-0,3%).

Por outro lado, sete estados tiveram alta na produção: Rio de Janeiro (6,8%), Mato Grosso (5,5%), Paraná (2%), Goiás (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Pará (0,5%) e Minas Gerais (0,3%).

Na comparação com julho do ano passado, oito locais tiveram alta na produção, com destaque para Paraná e Rio de Janeiro (ambos com 4,8%), e sete apresentaram recuo, entre as quais a maior foi apresentada pelo Espírito Santo (-14,2%).

No acumulado do ano, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda, entre eles Espírito Santo (-12,2%) e Minas Gerais (-4,7%). Já Paraná, com crescimento de 7,2%, e Rio Grande do Sul, com avanço de 6,9%, estiveram entre os cinco estados com alta na produção.

No acumulado de 12 meses, nove dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas, com destaque para Espírito Santo (-5,9%), enquanto seis locais tiveram alta, sendo a maior delas no Rio Grande do Sul (8,4%).

São Paulo

De acordo com o IBGE, São Paulo, que representa cerca de 34% da indústria do país, teve sua terceira queda consecutiva, de 1,4%, acumulando perda de 3,7% entre maio e julho, que só não foi maior devido à alta na fabricação de veículos do estado.

Para o analista da pesquisa, Bernardo Monteiro, explica que o comportamento da indústria no período se deve a diferentes fatores. Na indústria paulista houve, segundo ele, “disseminação de resultados negativos”, com destaque para os setores de derivados de petróleo e de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos.

– A queda da indústria paulista só não foi maior porque houve alta no setor de veículos – diz.

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