Produção industrial tem ligeira alta de 0,3% em setembro, diz IBGE

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Publicado sexta-feira, 1 de novembro de 2019 as 10:50, por: CdB

Setor de bens de capital (-0,5%) manteve o comportamento negativo iniciado em junho de 2019, com perda acumulada de 1,3% nesse período.

Por Redação, com Agências de Notícias – do Rio de Janeiro

A produção industrial do Brasil registrou ligeira alta de 0,3% em setembro na comparação com agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Com relação aos nove meses de 2019, o setor industrial acumulou queda de 1,4%.

Dados do IBGE mostram que na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,1%
Dados do IBGE mostram que na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,1%

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,1%. As expectativas em pesquisa da agência de notícias britânica Reuters com economistas eram de alta de 0,9% na variação mensal e de 1,9% na base anual.

Já o acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 1,4%, mostrou redução na intensidade de perda frente ao resultado de agosto (-1,7%), o que interrompe a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,2%).

Na alta de 0,3% da indústria na passagem de agosto para setembro de 2019, 3 das 4 grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram expansão na produção. Entre as atividades, a influência positiva mais importante foi em veículos automotores, reboques e carrocerias (4,3%), que reverteu o recuo de agosto (2,4%).

Outros impactos positivos relevantes foram: confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,6%), bebidas (3,5%), produtos de metal (3,7%), móveis (9,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,0%) e produtos de borracha e de material plástico (1,4%). Vale ressaltar que essas atividades apontaram taxas negativas em agosto último: -7,5%, -2,8%, -0,7%, -5,3%, -0,4% e -1,6%, respectivamente.

Entre os quatorze ramos que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância foram: impressão e reprodução de gravações (-28,6%), indústrias extrativas (-1,2%), máquinas e equipamentos (-2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%) e produtos do fumo (-7,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (2,3%) mostrou a expansão mais acentuada. Esse resultado eliminou o recuo de 1,4% de agosto. Bens de consumo semi e não-duráveis (0,5%) e bens intermediários (0,2%) também assinalaram taxas positivas, com o primeiro revertendo a variação negativa de agosto (-0,1%); e o último marcando o segundo mês consecutivo de crescimento e acumulando ganho de 1,8% nesse período. Por outro lado, o setor de bens de capital (-0,5%) apontou a única taxa negativa, mantendo o comportamento negativo iniciado em junho de 2019, com perda acumulada de 1,3% nesse período.

Segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria do Brasil, a manteve-se em território de crescimento no início do quarto trimestre, embora a um ritmo mais lento, diante do aumento da entrada de novos trabalhos e produção e com o otimismo permanecendo elevado.

A pesquisa mostrou que houve queda de 52,2 em outubro, de 53,4 em setembro, mas ainda assim permaneceu pelo terceiro mês seguido acima da marca de 50, que separa crescimento de contração.

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