Produtos ficam mais caros desde a saída da fábrica, constata pesquisa

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 27 de agosto de 2021 as 15:23, por: CdB

Com o resultado de julho, o IPP acumula taxas de inflação de 21,39% no ano (mais do que os 19,38% registrados em todo o ano de 2020) e de 35,08% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por Redação – de São Paulo

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços dos produtos na saída das fábricas, registrou inflação de 1,94% em julho deste ano. A taxa é superior ao 1,29% de junho deste ano, mas inferior aos 3,22% de julho de 2020.

O ritmo diminuiu nas montadoras de automóveis, verdadeiros termômetros da atividade econômica do país

Com o resultado de julho, o IPP acumula taxas de inflação de 21,39% no ano (mais do que os 19,38% registrados em todo o ano de 2020) e de 35,08% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, 20 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram alta de preços em seus produtos, com destaque para os alimentos (2,09%), refino de petróleo e produtos de álcool (3,26%), indústrias extrativas (3,61%) e metalurgia (3,68%).

Instrumentos

Quatro atividades apresentaram deflação (queda de preços): máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,37%), produtos de fumo (-0,51%), produtos têxteis (-0,49%) e produtos de madeira (-0,18%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a principal alta em julho veio dos bens de consumo semi e não duráveis (2,22%). Os demais segmentos tiveram as seguintes taxas de inflação: bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (2,14%), bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (1,90%), e bens de consumo duráveis (0,76%).

Segundo afirmou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em reunião nesta manhã, o BC tem metas claras de inflação e repetiu que tem instrumentos claros.

— A mensagem é que vamos usar todos os instrumentos e que (o BC) acredita que tem toda a capacidade de usar os instrumentos com liberdade e autonomia. Para potencializar instrumentos, precisamos de transparência na comunicação e na forma de atuação — disse, em seminário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Esfera, que também contou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Reajustes

Campos Neto argumentou, ainda, que houve uma sequência de choques recentes, muitos deles temporários, que desorganizaram as expectativas, mas reforçou que o BC avalia ser importante comunicar de forma transparente como estão vendo o processo em cada parte, para ter credibilidade. O presidente do BC ainda reforçou que o governo está alinhado e que o Legislativo está comprometido com a agenda de reformas.

De acordo com o IBGE, o mês de julho foi o pior dos últimos 12 anos para os trabalhadores nas negociações salariais com os patrões. A perda real nos salários chegou a 1,6 ponto percentual. O reajuste mediano foi de 7,6%, enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou 9,2% em 12 meses.

Em janeiro, março e abril também houve perda, mas a de julho foi a mais alta dos últimos 12 meses. No mês, 59,3% das negociações resultaram em reajustes abaixo da inflação, com somente 27,5% em ganhos reais para os trabalhadores e míseros 13,2% repondo o INPC. É o que mostra o Boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code