Programa de presidenciáveis estreia na TV com PT mostrando Lula

Arquivado em: Brasil, Manchete, Últimas Notícias
Publicado sábado, 1 de setembro de 2018 as 15:13, por: CdB

O início da propaganda petista, que teve o candidato a vice Fernando Haddad como principal narrador, apresentou uma crítica ao tribunal eleitoral

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O programa eleitoral dos candidatos a presidente na TV estreou neste sábado com o PT mostrando e centrando sua propaganda no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar da decisão tomada nesta madrugada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou o registro da candidatura de Lula e proibindo que ele aparecesse como candidato.

Montagem com fotos de arquivo de Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva, Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles

O início da propaganda petista, que teve o candidato a vice Fernando Haddad como principal narrador, apresentou uma crítica ao tribunal eleitoral.

– Atenção. A ONU já decidiu que Lula poderia ser candidato e ser eleito presidente do Brasil. Mesmo assim, a vontade do povo sofreu um duro golpe com a cassação da candidatura pelo TSE. A coligação O Povo Feliz de Novo entrará com todos os recursos para garantir o direito de Lula ser candidato. Não vão aprisionar a vontade do povo – começa a propaganda petista por meio de um locutor.

O programa mostra ainda a vigília em Curitiba, onde Lula está preso desde abril cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP).

– A decisão está tomada, eu vou com Lula até o fim – afirma Haddad. “Faço aqui um juramento de lealdade a Lula. Nós não vamos descansar. Vamos trazer o Brasil de Lula de volta e libertar os brasileiros de toda essa injustiça”, acrescenta o candidato a vice, que é o Plano B do PT e deverá assumir a cabeça de chapa.

O programa petista, que mostra Lula se defendendo e dizendo que sabe que passará para a história como o presidente que mais fez inclusão social no Brasil, termina com o jingle “é o Lula, é Haddad, é o povo. É o Brasil feliz de novo. Treze!”.

Não votar com raiva

Dono de quase a metade de todo o tempo de TV, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, iniciou seu programa com uma atriz dizendo-se indignada com a situação do país, mas defendendo que o eleitorado não pode votar “com raiva” desta vez, numa aparente alusão ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

– Eu não sou diferente de vocês. Eu também estou p. da vida. Eu também acho que do jeito que está, não pode ficar. Mas por mais indignada que eu esteja, e eu estou, muito, eu decidi que neste ano eu não vou votar com raiva – afirma.

– Com raiva a gente não pensa. E quando a gente não pensa, a chance de fazer besteira aumenta – completa. “É hora do equilíbrio, é hora do bom senso, é hora de alguém que resolva, usando a cabeça e o coração.”

A propaganda do tucano volta a usar uma inserção em que aparece um projétil destruindo objetos que representam os problemas do país e termina quase atingindo a cabeça de uma criança, sendo substituída pela mensagem “não é na bala que se resolve”.

O programa afirma, ainda, que o eleitor já deve ter ouvido falar de Alckmin, “mas não do Geraldo”, numa tentativa de mostrar o lado humano do candidato e enfatizando o fato de ele ser médico de formação.

A candidata da Rede, Marina Silva, usou o pouco tempo que dispõe na TV para fazer um discurso voltado às mulheres, reforçando a retórica voltado ao eleitorado feminino que adotou recentemente.

– Juntas, nós somos fortes. Eu vou trabalhar todos os dias para que ninguém diga que você não pode. Você pode sim. Essa luta é nossa – disse Marina dirigindo-se às mulheres.

Com apenas oito segundos de tempo de TV, Bolsonaro usou a propaganda para dizer: “Vamos caminhar juntos em defesa da família e da nossa pátria. Rumo à vitória”.

O candidato do PDT, Ciro Gomes, usou sua propaganda para lembrar de sua proposta de limpar o nome de brasileiros endividados e, afirmando ter pouco tempo de TV, mas “muitas ideias” para o país, convidou o eleitor a visitar seu site.

Já o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, candidato ao Planalto pelo MDB, voltou a afirmar que trabalhou sob o governo Lula, assim como sob o presidente Michel Temer, e se auto-intitulou como “aquele cara que os governos chamam para resolver problemas que eles não sabem a solução”

– Agora eu só volto para o governo se você me chamar – disse o candidato emedebista.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *