Proibição de viagens dos EUA deve reduzir participação de estrangeiros na maratona da Coreia do Norte

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Publicado segunda-feira, 26 de março de 2018 as 13:34, por: CdB

O turismo internacional diminuiu na Coreia do Norte em 2017, quando as tensões se elevaram em reação ao desenvolvimento e aos testes de armas nucleares

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Descrita como a “maior atração do ano” na Coreia do Norte, a Maratona de Pyongyang do mês que vem deve ter metade dos participantes estrangeiros em relação ao ano passado devido às tensões políticas e a uma proibição a visitantes norte-americanos.

Foto da agência oficial norte-coreana KCNA mostra corredores durante maratona de Pyongyang, em 2013

O turismo internacional diminuiu na Coreia do Norte em 2017; quando as tensões se elevaram em reação ao desenvolvimento e aos testes de armas nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais do país; que desafiou resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os Estados Unidos proibiram seus cidadãos de visitarem o país recluso em julho do ano passado; mês seguinte à morte do universitário norte-americano Otto Warmbier; pouco após ser solto depois de passar 17 meses detido na Coreia do Norte.

– O turismo chegou perto do colapso, havia muito menos turistas – disse Simon Cockerell, gerente-geral da Koryo Tours; observando que o mercado é pequeno e muito suscetível a mudanças.

Turismo

Os números do turismo vêm melhorando lentamente graças ao apaziguamento visto nos últimos meses; causado pela retomada das conversas intercoreanas e a iniciativa de uma cúpula entre Pyongyang e Washington; mas isso não se traduziu em um grande comparecimento ao maior evento turístico do ano; disseram agências de viagem.

– Nossos números de turistas em grupos agendados para a Coreia do Norte vêm crescendo continuamente. Entretanto, a quantidade de participantes da Maratona de Pyongyang deste ano diminuiu consideravelmente – disse Rowan Beard, gerente da Young Pioneer Tours, observando que uma das principais razões da redução é a ausência de norte-americanos.

Corredores

– A maioria dos corredores que nos procuravam antes era de norte-americanos – explicou, descrevendo a competição como a “maior atração” do ano passado. “Eles estavam realmente interessados em vir a Pyongyang, competir contra os locais e conhecer o país que viam constantemente no noticiário em casa”.

O ano de 2017 testemunhou um número anormalmente grande de corredores estrangeiros; cerca de 1 mil participaram; mas neste ano eles devem se cerca de 500, segundo Cockerell.

– A maratona, o maior evento a atrair turistas no momento; está com menos da metade do tamanho que teve no ano passado.

O veto dos EUA continua em vigor, exceção feita para algumas categorias de agentes humanitários e jornalistas.

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