Promotora do MP-RJ é bolsonarista militante

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Publicado quinta-feira, 31 de outubro de 2019 as 13:43, por: CdB

Carmen Carvalho publicada em seu perfil em uma rede social fotos vestindo blusas de apoio a Jair Bolsonaro e fotos com políticos como o deputado que quebrou placa com o nome de Marielle Franco em 2018.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Uma das promotoras do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-Rj) que está à frente das investigações sobre a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Aderson Gomes, Carmen Carvalho, faz parte do grupo bolsonarista que milita em nome o presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.

Carmen (terceira da esquerda para direita) também publica postagens com políticos neofascistas, como o deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ),famoso por ter quebrado a placa de Marielle Franco em manifestação
Carmen (terceira da esquerda para direita) também publica postagens com políticos neofascistas, como o deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ),famoso por ter quebrado a placa de Marielle Franco em manifestação

A agência de notícias The Intercept Brasil mostra que além de Bolsonaro, Carmen também publica postagens com políticos neofascistas, como o deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ),famoso por ter quebrado a placa de rua com o nome de Marielle em manifestação no ano passado.

Nas redes sociais, a promotora deixa clara a sua preferência ideológica ao usar hashtags como agressivas e conservadoras. Ainda de acordo com a agência de notícias The Intercept Brasil, Carmen chegou a escrever que o país vivia em um “cativeiro esquerdopata” até a eleição de Jair Bolsonaro.

Publicação da promotora do MP-RJ em uma rede social
Publicação da promotora do MP-RJ em uma rede social

Na quarta-feira, ao lado das promotoras Letícia Emili Alqueres Petriz e Simone Sibílio, Carmen Eliza Bastos de Carvalho disse que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco mentiu em seu depoimento à Polícia Civil.

Em entrevista a jornalistas, Sibilio informou que a investigação teve acesso a documentos da portaria do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde o presidente tem uma casa, bem como às gravações das ligações feitas pelo interfone da portaria. Segundo ela, essas provas técnicas não batem com as declarações feitas pelo porteiro.