Protestos contra morte de PMs crescem sob intervenção militar no Rio

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Publicado domingo, 25 de março de 2018 as 17:29, por: CdB

Em plena intervenção militar, o movimento concentrou-se na altura do Posto 5. Os manifestantes, incluindo familiares de policiais, usaram faixas e cartazes como forma de protesto.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

A intervenção militar em curso no Estado do Rio segue adiante, com uma escalada sem precedentes no número de mortos em confrontos entre as forças de repressão e o tráfico de drogas. Tanto os moradores das áreas atingidas pela violência quanto os militares vitimados nos confrontos; quase que diários, na Cidade, protestam contra a violência.

O comandante do Exército, general Villas-Bôas, indicou o representante da intervenção militar no Rio
O comandante do Exército, general Villas-Bôas, indicou o representante da intervenção militar no Rio

Neste domingo, um ato promovido por entidades que defendem bombeiros e policiais civis e militares, caminhou na Praia de Copacabana. Os manifestantes procuraram chamar a atenção de autoridades e da sociedade sobre o alto índice de mortes de policiais. Também denunciaram a falta de estrutura de trabalho dos profissionais da segurança pública.

Logo pela manhã, o movimento concentrou-se na altura do Posto 5. Os manifestantes, incluindo familiares de policiais vítimas da violência do Rio de Janeiro, usaram faixas e cartazes como forma de protesto. Foi estendido, ainda, um cartaz agradecendo ao morador da Rocinha, Antônio Ferreira da Silva, conhecido como “Marechal”. Querido na comunidade, ele foi morto na última quarta-feira, durante uma troca de tiros entre PMs e bandidos. A batalha culminou, ainda, na morte do soldado Felipe Santos de Mesquita.

Vítimas

A mãe do soldado Mesquita, Ana Cissa, clamou por mais valorização do poder público aos policiais.

— Preciso que haja Justiça, para que outras mães não passem pelo que eu estou passando agora. Só quem perde um filho sabe a dor. Enquanto os políticos defendem os bandidos, meu filho estava defendendo a pátria e a cidade dele. Agradeço a deus por tudo que ensinei ao filho. Ele dizia que se fosse para morrer, que fosse defendendo meu país e minha cidade — afirmou a jornalistas.

Na mesma manifestação, foi prestada homenagem ao policial militar Jeovany Brito, conhecido como “Tenente J. Brito”. Ele foi o oitavo dentre os 29 policiais militares mortos ao longo deste ano. Nesta semana, até agora, três policiais militares foram mortos em menos de 24h no Estado do Rio de Janeiro. Jeovany morreu em 24 de janeiro durante; uma operação militar no Morro da Cabocla, em Arraial do Cabo. O policial, de 29 anos, trabalhava há seis anos no 25º BPM (Cabo Frio) e levou um tiro na cabeça.