Protestos de caminhoneiros entram no quarto dia em todo o país

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Publicado quinta-feira, 24 de maio de 2018 as 11:00, por: CdB

Mas, a Via Dutra (BR-116), no km 204, em Seropédica, está apenas com uma faixa liberada, a da esquerda. O tráfego é lento nesse trecho, assim como em Barra Mansa, na altura dos km 267, 269, 274 e 276

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Os caminhoneiros entraram nesta quinta-feira no quarto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. No Rio de Janeiro, a categoria fez atos de protestos em 14 pontos em cinco rodovias federais que cortam o Estado. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a maioria das manifestações ocorre nos acostamentos, onde os caminhoneiros param os veículos em fila.

População faz fila nos postos de Brasília; combustível começa a faltar

Mas, a Via Dutra (BR-116), no km 204, em Seropédica, ficou apenas com uma faixa liberada, a da esquerda. O tráfego foi lento nesse trecho, assim como em Barra Mansa, na altura dos km 267, 269, 274 e 276.

Outros pontos de manifestação são: BR-101 Norte (em Campos, no km 75); BR-101 Niterói-Manilha (Itaboraí, entre kms 296 e 297); BR-493 (Itaboraí, próximo a Trevo da Manilha); BR-393 (em Paraíba do Sul, no km 182; em Volta Redonda, no km 281; e em Barra do Piraí, no km 247); BR-465 (em Nova Iguaçu, no km 17) e BR-116 Rio-Teresópolis (em Guapimirim, no km 104, e, em Teresópolis, no km 54).

A PRF informou que multará qualquer veículo que, deliberadamente, restringir o tráfego. A multa chega a R$ 5.689,40.

Consequências

A paralisação dos caminhoneiros tem provocado desabastecimento de combustíveis e de alimentos em diversos Estados. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb), ao menos metade dos postos da capital esteve nesta quinta-feira sem algum dos três combustíveis: gasolina, diesel ou etanol. Em alguns postos de Brasília já falta álcool.

O problema afeta também a operação dos ônibus. Um levantamento da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), por exemplo, calculou que 40% da frota de ônibus não circularam na manhã de quarta por indisponibilidade de combustível. A previsão foi que nesta quinta-feira até 70% dos ônibus ficaram na garagem.

Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio

Já o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) afirmou que, na capital, quase 30% da frota não circularam na quarta-feira. A BRT Rio, que usa os corredores exclusivos de ônibus, informou que nesta quinta houve redução da frota, por causa do problema de abastecimento de combustível. Com isso, os intervalos vão ter grandes alterações. Algumas estações ficaram fechadas.

Os produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa); principal centro de distribuição de hortifrutigranjeiros no Estado, tiveram uma grande alta de preços.

A batata-inglesa foi o produto com o maior aumento; assim como a batata-doce, cenoura e morango. Nessa quarta-feira, por exemplo, o preço da batata-inglesa lisa (saco de 50 Kg), que custava na média de R$ 74 na semana passada; aumentou para R$ 350 – alta de 373%. Já a batata-inglesa comum (Saco 50 Kg) passou de R$ 64 para R$ 300 (variação de 369%).

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