Protestos marcam o Dia do Trabalhador, em Paris

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Publicado terça-feira, 1 de maio de 2018 as 15:51, por: CdB

De acordo com as autoridades, foi preciso o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água contra aproximadamente 1,2 mil jovens. Os protestos marcaram o Dia do Trabalhador.

 

Por Redação, com Ansa – de Paris

 

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Paris, na França, nesta terça-feira; durante o protesto anual em celebração ao Dia do Trabalhador. A informação foi confirmada pela Prefeitura em sua conta oficial no Twitter.

As principais ruas de Paris foram tomadas por manifestantes; durante protesto contra o governo Macron, no Dia do Trabalhador
As principais ruas de Paris foram tomadas por manifestantes; durante protesto contra o governo Macron, no Dia do Trabalhador

De acordo com as autoridades, foi preciso o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água contra aproximadamente 1,2 mil jovens. Os protestos marcaram o Dia do Trabalhador. Os manifestantes destruíram as janelas de uma lanchonete da rede de fast-food McDonald’s; invadiram uma concessionária da Renault e dispararam bombas contra jornalistas; informaram os jornais franceses.

Celebrações

Além disso, os militantes destruíram restaurantes; cafés e queimaram carros e lixeiras próximas a estação de trem de Austrelitz. Durante o conflito, eles gritavam slogans antifascistas e balançavam bandeiras soviéticas e cartazes contra o governo.

O presidente francês Emmanuel Macron tem sido alvo de protestos contra a reforma trabalhista.

— Meu trabalho não é assistir TV e fazer comentário sobre a atualidade, tenho outras coisas a fazer — disse Macron, ao ser questionado sobre sua ausência nas celebrações.

Atos indescritíveis

O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, publicou nas redes sociais que o governo condena veementemente os conflitos.

“A firme condenação da violência e dos atos degradantes cometidos nos bastidores do desfile do dia primeiro de maio em Paris”, diz o texto.

Collomb ainda assegurou que “tudo o que é necessário foi posto em prática para deter estes graves distúrbios. E prender os responsáveis por esses atos indescritíveis”.

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