PT deve perder redutos tradicionais e PSDB cresce

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Publicado domingo, 31 de outubro de 2004 as 19:27, por: CdB

Os resultados parciais do segundo turno das eleições municipais em 44 cidades do Brasil confirmam a polarização entre o Partido dos Trabalhadores de Lula e o PSDB de Fernando Henrique Cardoso como as principais forças do espectro político. Depois de obter o maior crescimento em número de prefeitos e quantidade absoluta de votos no primeiro turno, o PT encara a possibilidade de perder as duas principais jóias da coroa, Porto Alegre (RS) e São Paulo.

Os tucanos já venceram em Florianópolis (SC) e Teresina (PI) e se encaminham para uma vitória em São Paulo com José Serra. De acordo com o Ibope, Serra deve tirar a petista Marta Suplicy da prefeitura da maior cidade do País com uma diferença de cerca de 10% dos votos válidos.

O Partido dos Trabalhadores, por outro lado, elegeu João Coser para a prefeitura de Vitória (ES) e deve eleger Roberto Sobrinho em Porto Velho (RO), mas com mais de 75% das urnas apuradas em Porto Alegre (RS) vai perdendo a prefeitura, há quatro mandatos dominada pelo partido, para José Fogaça (PPS). Nas duas maiores cidades do interior gaúcho, Caxias do Sul e Pelotas, os petistas já perderam na primeira e por enquanto vão liderando na segunda. Em Belém, outro tradicional reduto do partido, a candidata do PT também vê as chances de se eleger sumirem.

Em Campinas, o candidato petista nem mesmo foi para o segundo turno, que é disputado pelo tucano Carlos Sampaio e pelo pedetista Dr. Hélio. O PSDB também deve vencer em Sorocaba e em Ribeirão Preto, onde o candidato do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não conseguiu ir para o segundo turno. Em Diadema e Osasco, na região metropolitana de São Paulo, os candidatos petistas lideram, mas ainda há possibilidade de uma virada, de acordo com números parciais da apuração.

O PSDB também lidera em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais. Já em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, o PT segue o bom desempenho de João Henrique na capital e deve eleger o prefeito. Em Uberlândia, o candidato do ex-ministro Anderson Adauto, João Bittar, está atrás por uma margem de 10% dos votos.