Lula livre: PT entra com ação contra ato irregular de magistrados, ministro e policiais

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Publicado segunda-feira, 13 de agosto de 2018 as 14:57, por: CdB

Em nota, divulgada nesta manhã pelas redes sociais, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) também criticou, duramente, o desembargador João Pedro Gebran e o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, ambos do TRF-IV e responsáveis por decisões relacionadas ao caso do ex-presidente Lula.

 

Por Redação – de Brasília

 

Os advogados do Partido dos Trabalhadores finalizam uma petição ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério da Justiça e o Senado da República para que se pronunciem sobre as violações ao Código Penal, cometidas por agentes do Estado contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Se vivêssemos em uma democracia, essas pessoas estariam presas — afirmou a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann.

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O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, afirmou a um dos diários conservadores paulistanos, na edição desta segunda-feira, que sofreu e aceitou pressões do juiz Sergio Moro; um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge; e uma ordem verbal do presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-IV), Thompson Flores, para transgredir da decisão judicial de libertar o prisioneiro, em uma situação formalmente irregular. O fato ocorreu no domingo, dia 8 de julho.

Por telefone

Em nota, divulgada nesta manhã pelas redes sociais, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) também criticou, duramente, o desembargador João Pedro Gebran e o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, ambos do TRF-IV e responsáveis por decisões relacionadas ao caso do ex-presidente Lula.

“Gebran e Thompson Flores são dois criminosos fora da lei. Só num estado de exceção se explica que ainda sejam juízes”, disse Damous.

Gebran não desmentiu, portanto, acatou a informação divulgada pela mídia conservadora, de agiu à margem da lei para manter o ex-presidente Lula preso. Na véspera, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirmou ter obedecido a um telefonema de Thompson Flores para desobedecer a ordem judicial do desembargador Rogério Favreto, que havia mandado libertar Lula.

Autoridade

O deputado Wadih Damous, um dos autores do habeas corpus em favor de Lula que foi atendido em liminar no plantão do desembargador Rogério Favreto, no dia 8 de julho, ficou indignado com a revelação feita por Joao Pedro Gebran Neto, de que fugiu da letra fria da lei para tomar uma decisão que manteve Lula na cadeia. Na prática, a lei foi ignorada por uma razão política.

Wadih e o também deputado Paulo Pimenta, outro autor do HC, estavam da porta da PF, com a ordem de soltura. Mas ela não foi cumprida: expedido por Favreto em seu plantão TRF-IV. Mas Lula não foi solto porque Gebran, contrariando a determinação da autoridade competente naquele dia, deu uma contraordem à PF.

“Não vi Raquel Dodge e Thompson Flores desmentirem o diretor da Polícia Federal que os acusou de pressão indevida para impedir o cumprimento de ordem judicial. Numa democracia em pleno funcionamento, ambos estariam afastados de suas funções e teriam que responder criminalmente”, acrescentou o parlamentar.

No Senado

Ainda nesta manhã, a senadora Gleisi Hoffman disse, em uma rede social, que pedirá ao Senado que aprove a convocação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela possa dar explicações sobre a sua atuação no episódio que resultou na permanência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, a despeito de um habeas corpus determinando que ele fosse libertado.

“Raquel Dodge tem explicações a dar ao Senado da República. Qual a justificativa para ligar na PF do Paraná determinando ñ cumprir ordem judicial, ignorando caminho processual. Espero que o Senado aprove a convocação que iremos apresentar e a investigação sobre seu abuso de autoridade”, concluiu Hoffman.

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