PT, com Lula na liderança, promete confrontar as Organizações Globo

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Publicado segunda-feira, 23 de julho de 2018 as 16:41, por: CdB

Coordenador do programa de governo da candidatura Lula, Fernando Haddad anunciou que o próximo governo do PT, caso emerja das urnas em outubro deste ano, atacará com prioridade a concentração dos meios de comunicação.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Ao contrário do discurso — e da prática de subvencionar com mais de R$ 15 bilhões os veículos da mídia conservadora, ao longo dos três governos petistas — na qual “a Globo é nossa”, conforme garantia o ex-ministro José Dirceu, ainda no primeiro mandato do ex-governo Luiz Inácio Lula da Silva; a realidade agora é outra.

Deputado federal Zé Carlos; a senadora Gleisi Hoffmann; o coordenador do Plano Lula de Governo, Fernando Haddad, e presidente do PT-RS, Pepe Vargas após visita a Lula
Deputado federal Zé Carlos; a senadora Gleisi Hoffmann; o coordenador do Plano Lula de Governo, Fernando Haddad, e presidente do PT-RS, Pepe Vargas após visita a Lula

Coordenador do programa de governo da candidatura Lula, Fernando Haddad anunciou que o próximo governo do PT, caso emerja das urnas em outubro deste ano, atacará com prioridade a concentração dos meios de comunicação. Com a afirmação, o líder petista anuncia uma guinada no tratamento às Organizações Globo e, de resto, os diários conservadores paulistanos e as revistas semanais de ultradireita.

Impostos

A concentração do sistema bancário brasileiro também figura, doravante, no receituário petista. Além disso, caso alguém do PT seja eleito, este mudará o perfil tributário do país, aliviando a carga sobre os pobres e aumentar para os ricos. Haddad garante que Lula será o candidato do PT e o partido está preparado para sustentar a candidatura Lula em todas as instâncias judiciais.

Haddad falou, mais uma vez, ao diário setorizado Valor Econômico, de propriedade da família Marinho, dona também da Globo. Haddad citou outros temas prioritários, na área tributária. O programa prevê a criação de um imposto sobre dividendos.

O Brasil, lembrou Haddad, é o único país do mundo ao lado da Estônia que não tributa impostos sobre os lucros distribuídos a acionistas de empresas. Ele prevê, caso eleito, aumentar a alíquota do imposto sobre sobre herança, que é hoje um dos mais baixos do mundo.

Ecologia

Promete, ainda, implantar um programa de aceleração do crescimento com 10% das reservas cambiais do país (hoje da ordem de R$ 380 bilhões) em projetos de investimento; retomada do Minha Casa, Minha Vida.

Nos ítens citados, Haddad aponta a revogação da reforma trabalhista; mudanças na Previdência Social atacando privilégios e rejeitando o sistema de capitalização ao estilo chileno, que arruinou com os aposentados. Haddad anunciou, por fim, que o tema da ecologia terá grande relevância no programa.

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