PT não abre mão de Lula, mas precisa escolher quem o representa

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Publicado sexta-feira, 11 de maio de 2018 as 16:02, por: CdB

“Lula segue liderando nas pesquisas e será registrado no dia 15 de agosto como o candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores”, afirma nota do PT.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Cada vez mais pressionado por uma solução alternativa à candidatura ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de um mês em uma instalação da Polícia Federal, em Curitiba, o PT não dá sinais de que lançará um substituto. A realidade, no entanto, levou a sigla a cogitar o nome do ex-governador Jaques Wagner, entre outros; para representar o líder petista na série de compromissos eleitorais que começam a ser marcados.

Jaques Wagner representou a presidenta Dilma, em Moscou
O ex-governador Jaques Wagner tende a falar em nome de Lula, nos compromissos do PT

“Setores vinculados ao golpe e que temem enfrentar o ex-presidente Lula nas eleições de 2018 tentam, através de parte da imprensa, atacar sua candidatura”, afirma nota do PT, distribuída nesta sexta-feira.

Ainda de acordo com o documento “Lula segue liderando nas pesquisas e será registrado no dia 15 de agosto como o candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores”.

Escolha de Lula

Presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann levou, pela manhã, esta mensagem à Vigília Lula Livre, na capital paranaense. Em frente ao prédio da Polícia Federal onde o líder petista é mantido como preso político; a senadora explicou que a Constituição Federal garante o direito de qualquer pessoa ser candidata a qualquer cargo público. Mesmo que sobre ela paire uma condenação provisória.

O direito é garantido a todos os brasileiros; até que exista uma condenação definitiva em um processo penal já terminantemente encerrado na Justiça. Este, contudo, não é o caso de Lula; cuja condenação sem provas se deu apenas no âmbito de um tribunal com sede em Porto Alegre. E não nas cortes superiores do país.

— “Mas e a lei da Ficha Limpa?”, perguntam alguns. Ora, a lei da Ficha Limpa prevê que qualquer pessoa tem direito a se candidatar, ter o nome da urna, mesmo que condenado em segunda instância; e concorrer às eleições. A norma apenas determina que, em caso de vitória, o candidato só poderá ser diplomado se não tiver condenação — explicou Hoffmann.

Representante do PT

Desta forma, portanto, “Lula pode e irá concorrer; enquanto sua Defesa jurídica luta para provar sua inocência nas instâncias de Brasília (STJ e STF) da Justiça brasileira”.

Na tentativa de participar do processo eleitoral; o PT protocolou um pedido de liminar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na petição, negada no final da tarde desta sexta-feira, pedia que um representante de Lula participasse, em seu lugar, nos compromissos eleitorais. O principal interesse era a série de debates no diário conservador paulistano Folha de S.Paulo; no seu canal na internet UOL e na TV SBT; com seis pré-candidatos à Presidência.

Atentos ao fato de que o substituto do ex-presidente possa se transformar, de fato, em seu representante, nas urnas, Hofmann tem levado o assunto para os demais líderes da legenda. Mas a palavra final, segundo fontes do PT, ouvidas pela reportagem do Correio do Brasil, nesta manhã, mas que preferem se manter anônimas, é do próprio Lula.

— E, se depender do Lula, quem tem mais chances de falar por ele, diante as câmeras, é o ex-governador Jaques Wagner — disse um dos petistas.

Expoentes

Para efeito interno, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), no entanto, sugere cinco nomes. Estes se revezariam na representação do ex-presidente. São eles: Gleisi Hofmann, Fernando Haddad, Celso Amorim, Jaques Wagner e Dilma Rousseff. Mas os nomes de Haddad e Jaques Wagner, ainda não significam a existência do ‘Plano B’.

O ex-prefeito de São Paulo e o ex-governador baiano, dizem, são expoentes do partido; com conhecimento da realidade nas diversas regiões brasileiras.

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