Quadras do Aberto dos EUA vão abrigar 350 leitos em meio a pandemia

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Publicado terça-feira, 31 de março de 2020 as 13:28, por: CdB

Uma parte do Centro Nacional de Tênis Billie Jean King vai se transformar em um hospital temporário com 350 leitos na terça-feira, disse a Associação de Tênis dos EUA (USTA).

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Mumbai

Uma parte do Centro Nacional de Tênis Billie Jean King vai se transformar em um hospital temporário com 350 leitos na terça-feira, disse a Associação de Tênis dos EUA (USTA), enquanto o surto de coronavírus consome recursos na cidade de Nova York, que foi dramaticamente afetada pela pandemia.

Tenista Rafael Nadal em partida contra russo Daniil Medvedev no Aberto dos EUA
Tenista Rafael Nadal em partida contra russo Daniil Medvedev no Aberto dos EUA

O local do Aberto dos EUA foi inserido na batalha em meio a uma crise médica que tomou conta do mundo e levou o esporte profissional a uma parada repentina e indefinida.

Chris Widmaier, porta-voz da Associação de Tênis dos EUA, dona do centro de tênis, disse à Reuters que a conversão da instalação esportiva coberta começará nesta terça-feira.

– Estamos aqui para ajudar – declarou Widmaier. “Nova York é a nossa casa, estamos todos juntos nisso.”

A Administração de Emergências da Cidade de Nova York (NYCEM) informou a USTA de seus planos na segunda-feira, depois de dizer previamente à organização que o centro de tênis era um local potencial para assistência médica auxiliar.

– O local provavelmente não será usado para pacientes com Covid-19 e vamos avaliar com base na necessidade – disse o porta-voz da NYCEM, Omar Bourne.

Espaços

Ele acrescentou que a cidade está “trabalhando ativamente para identificar espaços que podem ser usados ​​para expandir a capacidade hospitalar nos cinco distritos”, mas não deu detalhes.

A notícia das instalações de Flushing Meadows ocorre um dia depois que Nova York iniciou a construção de um hospital com 68 leitos no Central Park.

Tênis feminino

Com jogadoras de ranking mais baixo sofrendo financeiramente com a paralisação do tênis por causa do coronavírus, a Associação de Tênis Feminino (WTA) disse nesta terça-feira estar trabalhando para aumentar os ganhos das atletas quando o esporte recomeçar e pode estender a temporada de 2020.

A temporada parou no início de março devido ao vírus, deixando jogadoras dos escalões mais baixos sem nenhuma oportunidade de ganhar a vida.

“A WTA está trabalhando diligentemente com nossos torneios para maximizar as possibilidades de ganho quando o circuito profissional de tênis puder ser retomado e está considerando uma extensão da atual temporada de 44 semanas para permitir a realização de mais torneios”, disse a associação em comunicado em resposta a perguntas da agência inglesa de notícias Reuters.

“É nossa esperança retornar à quadra o mais rápido possível – quando a saúde e a segurança de nossas jogadoras, torcedores e equipe estiverem garantidas, voltaremos a competir”.

ATP Tour masculino e a WTA, que administra o circuito feminino, suspenderam todos os torneios até 7 de junho, depois que os países começaram a fechar as fronteiras para conter o coronavírus.

A Federação Internacional de Tênis (ITF), órgão que governa o esporte, também adiou seu World Tennis Tour até 8 de junho.

Paralisação

O WTA Finals, de 1 a 8 de novembro, é o torneio que encerra a temporada no calendário feminino antes de uma paralisação de oito a 10 semanas.

O circuito masculino também está trabalhando nos bastidores e procurando maneiras de apoiar os jogadores.

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