Quadro eleitoral definido e começa, de fato, a campanha à Presidência

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Publicado sexta-feira, 5 de agosto de 2022 as 16:42, por: CdB

Definido o quadro eleitoral, os candidatos estão aptos a ampliar os gastos com deslocamento, propaganda e pagamentos aos cabos eleitorais. Até agora, na pré-campanha, os pré-candidatos que desistiram de concorrer às eleições ou foram substituídos pelas legendas já gastaram mais de R$ 15 milhões, em apenas alguns meses.

Por Redação – de Brasília

Uma vez encerrado o prazo para a realização das convenções partidárias, nesta sexta-feira, está finalmente definido o quadro eleitoral para as eleições de outubro deste ano. Após a desistência de oito pré-candidaturas presidenciais, um balanço dos recursos do Fundo Partidário em projetos que não chegaram a lugar algum revela que cerca de R$ 15 milhões já saíram dos bolsos dos brasileiros. O montante tende a aumentar, à medida em que os partidos apresentarem as notas fiscais dos gastos deste ano.

Palácio do Planalto
A campanha rumo ao Palácio do Planalto está definida e os candidatos já colocaram nas ruas a propaganda política

Quando ainda se apresentavam como presidenciáveis, o ex-ministro Sérgio Moro (ex-Podemos) e hoje no União Brasil), os governadores João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB) e os deputados André Janones (Avante-MG) e Luciano Bivar (União Brasil-PE), usaram de alguma forma recursos públicos para sustentar seus nomes na disputa.

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (União Brasil) também tiveram o nome considerado pelos partidos, mas não levaram a pré-campanha adiante. Já o influenciador Pablo Marçal (PROS) promete ir à Justiça para manter seu nome na corrida caso seu partido – que chegou a anunciar o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – tenha nova reviravolta no comando em função de uma disputa judicial interna.

Despesas

Com os cofres cheios pelo Fundo Partidário – foram R$ 939 milhões em 2021 – as legendas não economizaram em gastos com viagens de pré-campanha, aluguel de jatinhos, eventos com efeitos especiais, jingles, comerciais de TV, impulsionamento nas redes sociais e assessoria de imprensa, entre outras despesas. Até julho deste ano, os partidos receberam R$575 milhões deste fundo (sem considerar multas), que tem aumentou exponencialmente nos últimos anos e agora está em torno de R$ 1 bilhão.

Com a aprovação da minirreforma eleitoral em 2015, passou a ser permitido o uso de alguns recursos do Fundo Partidário para custear de forma indireta serviços usados nas campanhas, como a divulgação paga de conteúdos, compra de passagens aéreas e contratação de consultorias. Doações de pessoas físicas também podem engordar este montante.

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