Qualcomm: novos chips pretendem conectar smartphones a diferentes redes 5G

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Publicado terça-feira, 18 de fevereiro de 2020 as 11:44, por: CdB

A Qualcomm disse que começará a enviar amostras dos chips para seus clientes no primeiro trimestre deste ano e que eles começarão a serem usados em smartphones premium no início de 2021.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Londres

A Qualcomm lançou nesta terça-feira novos chips projetados para conectar smartphones a redes 5G que operam de maneira diferente em todo o mundo.

Novos chips da Qualcomm pretendem conectar smartphones a diferentes redes 5G
Novos chips da Qualcomm pretendem conectar smartphones a diferentes redes 5G

A Qualcomm é a maior fornecedora mundial de chips para celular. A empresa sediada em San Diego, Califórnia, disse que seu novo chip de modem X60, juntamente com um novo chip de antena, será o primeiro a agregar sinais enviados pelas frequências díspares usadas nas duas variantes de redes 5G, um recurso que a empresa disse que ajudará aumentar a velocidade de download.

As comunicações 5G

As comunicações 5G, que visam melhorar as velocidades de transferência de dados e conectar mais dispositivos à Internet, devem ser amplamente utilizadas até o final de 2020. A Qualcomm disse acreditar que entre 175 milhões e 225 milhões de smartphones 5G serão vendidos em 2020.

Em muitas regiões, as redes 5G usam as chamadas frequências sub6, mas em alguns mercados importantes, como os Estados Unidos, as redes também usarão frequências de ondas milimétricas para fornecer velocidades de dados mais rápidas em áreas densas, como cidades.

Os chips

Os chips da Qualcomm podem lidar com ambas as variantes, e a empresa disse que o chip X60 é o primeiro a oferecer um recurso que permite que as empresas de telecomunicações enviem dados por várias frequências sem fio ao mesmo tempo para gerar velocidades mais rápidas.

A Qualcomm disse que começará a enviar amostras dos chips para seus clientes no primeiro trimestre deste ano e que eles começarão a serem usados em smartphones premium no início de 2021.

Huawei

O chefe de segurança cibernética da Huawei disse na semana passada não saber de nenhuma operadora de telefonia móvel que dê à empresa chinesa acesso ao equipamento usado para interceptar chamadas quando solicitado por órgãos de segurança.

Autoridades dos Estados Unidos disseram ao Wall Street Journal nesta semana que a Huawei pode secretamente acessar comunicações usando o equipamento que operadoras são obrigadas a instalar para permitir acesso por órgãos de segurança.

A Huawei negou a alegação.

– Não temos acesso a este equipamento, não sabemos qual chamada ou informação está sendo interceptada, não sabemos quando é interceptada, tudo o que fazemos é fornecer um lado da caixa que é cego para o que está acontecendo no outro lado da caixa – disse John Suffolk a repórteres.

Suffolk disse que a Huawei não fabricou o equipamento que operadoras usam para interceptar as comunicações, acrescentando que os EUA não apresentaram nenhuma evidência para as alegações.

Suffolk disse que governos e operadoras são “inteligentes” e estão apoiando a Huawei, que compete com a Ericsson e a Nokia no mercado de equipamentos de telecomunicações.

Ele perguntou por que, dadas as alegações dos EUA, os concorrentes não estão crescendo 30% ou 40%.

– A lealdade de nossos clientes, e você pode ver isso nos resultados dos últimos 30 anos, dá uma indicação do que eles pensam dessas alegações – disse ele.