Quase 20% da renda nacional nas mãos de 2,7% das famílias brasileiras

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Publicado sexta-feira, 4 de outubro de 2019 as 12:45, por: CdB

Pesquisa do IBGE mostra como os extremos são desiguais na hora de colaborarem para rendimento médio mensal das famílias brasileiras.

Por Redação, com Agências de Notícias – do Rio de Janeiro

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 2,7% das famílias brasileiras respondem por 19,9% da renda nacional, com rendimento mensal acima de R$ 23.850. Este grupo contribuiu com R$1.080,26 para média global de R$5.426,70.

De acordo com o IBGE, há diferenças em relação a origem dos valores recebidos de acordo com a classe de rendimento das famílias
De acordo com o IBGE, há diferenças em relação a origem dos valores recebidos de acordo com a classe de rendimento das famílias

Já 23,9% das famílias recebiam até R$1.908,00 e contribuíam com 5,5% do valor médio recebido no país, ou seja, da média mensal global de R$5.426,70, apenas R$297,18 vêm deste grupo.

– Isso mostra como os extremos são desiguais na hora de colaborarem para rendimento médio mensal das famílias brasileiras – disse o gerente da pesquisa, André Martins.

A pesquisa mostrou diferenças regionais e em relação a situação de domicílio: as famílias em situação rural recebiam pouco mais da metade (52,3%) do valor recebido em áreas urbanas. Centro-Oeste (R$6.772,86) e Sudeste (R$6.391,29) foram a regiões com maiores rendimentos, enquanto Nordeste (R$ 3.557,98) e Norte (R$ 3.647,70) apresentaram os menores valores.

– A gente também vê diferenças de contribuição das regiões para a formação do rendimento médio mensal familiar. A região Sudeste representa mais da metade dessa média, com 51,4%. Já a região Norte, com 4,9%, é a que menos contribui – explicou André Martins.

O valor médio mensal recebido pelas famílias brasileiras alcançou R$ 5.426,70 em 2018. Entre os lares mais pobres, que recebem até R$ 1.908, quase um quarto da renda (24,3%) vem de aposentadorias, pensões e programas sociais, mas essa dependência chega a 28,8% quando se consideram todas as transferências levantadas pela pesquisa.

Considerando as fontes de renda de todas as famílias, as transferências equivalem a 19,5%, e o rendimento não monetário, que são as aquisições que as famílias não precisaram pagar, representa 14,5%. O rendimento de trabalho foi a principal fonte, responsável por 57,5% do total recebido.

Segundo Martins, há diferenças em relação a origem dos valores recebidos de acordo com a classe de rendimento das famílias: “além do rendimento de trabalho, nas famílias de menores rendimento vemos também a importância das transferências e do rendimento não monetário, que complementa o orçamento familiar”. Já nas famílias de maiores rendimentos, a importância do trabalho é maior, além da variação patrimonial.

Orçamento

As famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908) comprometem uma parte maior de seu orçamento com alimentação e habitação que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850). Somados, os dois grupos representam 61,2% das despesas das famílias com menores rendimentos, sendo 22% destinados à alimentação e 39,2% voltados à habitação. Entre aquelas com os rendimentos mais altos, a soma atinge 30,2%, sendo 7,6% com alimentação e 22,6% com habitação.

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