Queiroz e Bolsonaro constam em ação impetrada junto à Procuradoria-Geral da República

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Publicado terça-feira, 15 de janeiro de 2019 as 16:14, por: CdB

De acordo com os parlamentares, os fatos trazidos a público pelo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda e as apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro, apontam indícios de condutas que “podem se adequar a fatos tipificados em nossa legislação penal”.

 

Por Redação – de Brasília

 

Parlamentares do PT protocolaram, nesta terça-feira, representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), em que cobram providências da procuradora-geral, Raquel Dodge, quanto aos possíveis atos ilícitos cometidos pela família Bolsonaro no que se refere ao ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e sua filha, Nathalia Queiroz.

Parlamentares e dirigentes do PT reuniram-se, em Brasília, para debater sobre o plano de ação da legenda
Parlamentares e dirigentes do PT reuniram-se, em Brasília, para debater sobre o plano de ação da legenda

Segundo os parlamentares, os fatos que contam no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda e as apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro apontam indícios de condutas que “podem se adequar a fatos tipificados em nossa legislação penal”; tais como corrupção passiva, formação de quadrilha, abandono de função (crime dos funcionários “fantasmas”), entre outros.

De acordo com o relatório do Coaf, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão, valores considerados atípicos e incompatíveis com o seu rendimento. Além disso, entre as movimentações financeiras suspeitas, inclui o depósito de R$ 24 mil na conta da esposa do presidente Jair Bolsonaro. O relatório do Coaf também foi protocolado junto à PGR.

Gabinetes

Na petição, os parlamentares também citam as suspeitas lançadas sobre a filha do ex-assessor, Nathalia Queiroz, que trabalhava como personal trainer em horário comercial na mesma época em que estava nomeada no gabinete parlamentar do atual presidente da República. Nathalia também consta no mesmo relatório do Coaf por repassar ao pai R$ 84 mil. Ela também recebia depósitos de outros funcionários dos gabinetes de Jair e de Flávio Bolsonaro, este, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“Os fatos apontam para indícios de lesão ao erário, sobretudo, se não comprovada a efetiva prestação de serviços por parte da Sra. Nathalia Queiroz, o que ainda pode revelar envolvimento em condutas ainda mais graves”, diz a representação.

Assinam a peça a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o senador Humberto Costa (PT-PE) e os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Enio Verri (PT-PR), Paulo Teixeira (PT-SP) e Rui Falcão (PT-SP), que assumirá o mandato em fevereiro.

Reunião

Na noite passada, parlamentares do PT na Câmara do Deputados, a maior bancada da Casa, se reuniu com dirigentes do partido, da Fundação Perseu Abramo e do Instituto Lula para discutir as estratégias e e elaborar um método de trabalho que norteará as ações de monitoramento do governo Bolsonaro e de resistência aos ataques à democracia e aos trabalhadores.

De acordo com líderes da bancada, algumas das ações serão realizadas em conjunto com outros partidos do campo progressista, além de contar com o Observatório da Democracia, projeto que será coordenado de forma conjunta por sete fundações partidárias.

— Debatemos sobre como nós vamos atuar, como um partido que já foi governo, e, portanto, conhece a máquina pública, que tem responsabilidade sobre políticas públicas, sabe das necessidades de se ter um rumo na economia que ajude o povo a melhorar de vida, ter emprego e salário. Como vamos atuar de maneira organizada e qualificada no sentido de fazer oposição e propor alternativas — resumiu a presidenta nacional do PT, a deputada eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR), segundo o site do PT na Câmara.

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