Quinto dia de greve deixa Paris sem transporte público

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Publicado segunda-feira, 9 de dezembro de 2019 as 12:39, por: CdB

Os acessos a Paris estiveram nesta segunda-feira muito complicados devido ao quinto dia de greve contra a reforma das aposentadorias.

Por Redação, com ABr – de Paris

Os acessos a Paris estiveram nesta segunda-feira muito complicados devido ao quinto dia de greve contra a reforma das aposentadorias e que afeta, sobretudo, a rede de transportes.

Passageiros andam em uma plataforma na estação de trem Gare Saint-Lazare, em Paris, em mais um dia de greve
Passageiros andam em uma plataforma na estação de trem Gare Saint-Lazare, em Paris, em mais um dia de greve

De acordo com as autoridades, houve 620 quilômetros de filas de automóveis nos acessos a Paris, um volume que já não se registrava há cinco anos.

Dezenas de milhares de pessoas que habitualmente utilizaram os ônibus e metrô optaram por usar o carro particular para ir trabalhar. A chuva que atinge a capital francesa agrava a situação.

Trens de alta velocidade

Nesta segunda-feira, a nível nacional, estão circulando apenas 20% dos trens de alta velocidade (TGV), assim como as ligações ferroviárias nos arredores de Paris. As ligações regionais estão limitadas a 30% e são muito poucos os trens que fazem percursos internacionais.

Estão suspensas as ligações entre França e Itália. A ligação Paris/Londres está afetada.

É possível que a greve prossiga por conta das tensões entre os sindicatos e o governo do presidente Emmanuel Macron, que se reuniu nesta tarde para analisar os efeitos da paralisação.

Caminhoneiros

Caminhoneiros bloquearam estradas em cerca de 10 regiões da França no sábado para protestar contra a redução de isenções fiscais sobre o diesel para o transporte rodoviário, enquanto os serviços de trens e metrô continuavam fortemente afetados pela greve contra a reforma da Previdência no país. A polícia tem agido com truculência contra os manifestantes, nas últimas semanas, causando ferimentos em centenas de pessoas.

Em Paris, na área residencial de Denfert Rochereau, houve conflitos com a polícia enquanto os chamados “coletes amarelos” continuavam suas manifestações. Os números, no entanto, eram relativamente menores em comparação com as semanas anteriores, à medida que a greve de transportes dificultou a chegada à capital.

A pressão combinada do movimento dos coletes amarelos sobre o custo de vida e dos protestos sindicais contra a reforma da Previdência são um grande desafio para as iniciativas do presidente francês, Emmanuel Macron, de equilibrar o orçamento e ainda introduzir legislação voltada à preservação ambiental na segunda metade de seu mandato.

Fúria

A federação de caminhoneiros Otre (Organização dos Transportadores Rodoviários Europeus) disse que era contra o aumento dos impostos sobre o diesel para veículos comerciais como parte do projeto de orçamento do governo para 2020.

— Nosso movimento é um movimento de fúria contra a punição fiscal continuada do transporte rodoviário, que não podemos mais tolerar — resumiu Alexis Gibergues, presidente da Otre na região francesa de Ile-de-France, nos arredores de Paris, no canal de televisão LCI.

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