Racismo: maioria de turcos estão bem integrados na Alemanha, diz governo

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Publicado segunda-feira, 23 de julho de 2018 as 11:18, por: CdB

Ozil, de 29 anos, integrou a seleção alemã que foi eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo na Rússia e foi alvo de críticas por suas atuações

Por Redação, com Reuters – de Berlim/Milão:

A maior parte das cerca de 3 milhões de pessoas com origem turca que vivem na Alemanha estão bem integradas, disse uma porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, nesta segunda-feira, depois que o astro do futebol alemão Mesut Ozil anunciou sua aposentadoria da seleção do país citando caso de racismo.

Mesut Ozil durante partida da seleção da Alemanha na Copa do Mundo da Rússia

A porta-voz destacou que pessoas de origem migrante são bem-vindas na Alemanha e acrescentou que Merkel valoriza Ozil.

Jogador de futebol

A porta-voz, que descreveu o meia alemão como um ótimo jogador de futebol que fez muito pela seleção, disse que Merkel respeita a decisão de Ozil de deixar o time.

No domingo, o jogador anunciou sua aposentadoria do futebol de seleções com efeito imediato, alegando o que considerou ser uma discriminação injusta em torno de seu encontro com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em maio.

Ozil, de 29 anos, integrou a seleção alemã que foi eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo na Rússia e foi alvo de críticas por suas atuações, bem como por seu encontro com Erdogan, acusado de violações de direitos humanos.

Milan nomeia novo presidente

O Milan disse neste sábado que o ex-chefe de uma petroleira vai comandar o clube de futebol italiano interinamente enquanto busca por um novo presidente-executivo após o fundo norte-americano Elliott ter assumido o controle.

O Milan informou que Paolo Scaroni, que foi CEO da petroleira italiana Eni por muito tempo e agora vice-presidente do conselho do banco de investimento Rothschild, foi nomeado presidente-executivo e assumirá a gestão do clube de forma interina.

Sua nomeação foi anunciada no momento em que o clube indicava um novo conselho.

O presidente-executivo Marco Fassone, que foi contratado ano passado pelos antigos donos, chineses, renunciou com efeito imediato.

O Elliott assumiu o endividado time de futebol após Yonghong Li, que ano passado comprou o Milan do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, não pagar um reembolso ao fundo norte-americano. 

O Milan disse que o conselho se reunirá novamente em breve para discutir um novo plano de negócios e definir uma estratégia para o clube conquistar novamente o status da Champions League.

O clube deficitário fica atrás apenas do Real Madrid na lista de vencedores da maior competição da Europa, mas não conquistou nenhum grande título desde 2011.

O Elliott se comprometeu a injetar 50 milhões de euros (US$ 59 milhões ) no clube, levando o Tribunal Arbitral do Esporte a reverter na sexta-feira uma decisão da UEFA, que regula o futebol na Europa, de banir o Milan da próxima competição da Liga Europeia devido às suas dificuldades financeiras.

– Este é um momento crítico na história do clube e somos todos gratos por ter um novo dono comprometido com o retorno do Milan à sua antiga glória – disse Scaroni em comunicado.