Radicais de direita perdem espaço na Venezuela e Guaidó sai esvaziado

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Publicado sábado, 23 de novembro de 2019 as 16:50, por: CdB

O presidente Maduro, de 57 anos, mantém o apoio das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela, algo que se mostrou vital para o sucessor de Hugo Chávez.

 

Por Redação, com Reuters – de Caracas

 

O enfraquecimento das manifestações convocadas pelo líder da oposição venezuelana Juan Guaidó levanta dúvidas sobre a capacidade da oposição de forçar o presidente Nicolás Maduro a deixar o poder.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou contatos entre representantes de seu país e dos EUA

Guaidó navegou em uma onda de popularidade de mais de 60% no início do ano, quando invocou artigos da Constituição para se autodeclarar presidente interino, afirmando que a reeleição de Maduro em maio de 2018 foi fraudulenta.

Naquele momento, o engenheiro industrial de 36 anos deu aos oponentes de Maduro uma esperança renovada de que era possível que o líder socialista deixasse o poder e que novas eleições fossem convocadas.

Alto comando

Desde o final de abril, no entanto, as coisas mudaram, depois que o país viu um grupo de militares de médio porte acompanhando Guaidó perto de uma base aérea de Caracas sem que essa ação levasse a um pronunciamento do alto comando militar contra Nicolás Maduro.

O presidente Maduro, de 57 anos, mantém o apoio das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela, algo que se mostrou vital para o sucessor de Hugo Chávez.

— Acho que há apatia, acho que há decepção. Acho que há falta de estratégia — disse Lizabeth Ball, de 56 anos, professora da Universidade Central da Venezuela, que estava na quinta-feira entre uma centena de jovens numa praça desse centro de estudos público da capital, em um protesto apoiado por Guaidó.

Rejeição

Essa foi a terceira manifestação frustrada que o representante da ultradireita venezuelana apoia, após uma outra convocada por enfermeiras e outra por professores ligados à direita. O influxo foi de apenas algumas centenas de pessoas. Guaidó aceitou a recomendação de seus assessores e sequer compareceu às fracas manifestações.

A popularidade de Guaidó —que tem reafirmado entender a frustração da população com a falta de sucesso nos esforços para mudar o governo— vem caindo desde o final de abril.

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