Rapinoe cobra mais investimento no futebol feminino de clubes dos EUA

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Publicado quinta-feira, 14 de novembro de 2019 as 13:24, por: CdB

A bicampeã mundial Megan Rapinoe está na linha de frente da luta da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pela paridade salarial.

Por Redação, com Reuters – de Washington/Santiago

A bicampeã mundial Megan Rapinoe está na linha de frente da luta da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pela paridade salarial, mas a atacante disse à agência inglesa de notícias Reuters que também espera mais investimento na liga nacional e salários melhores para as jogadoras de clubes.

Atacante da seleção feminina de futebol dos EUA, Megan Rapinoe
Atacante da seleção feminina de futebol dos EUA, Megan Rapinoe

No início deste mês, a Liga Nacional de Futebol Feminino dos EUA (NWSL) anunciou novas diretrizes de remuneração para 2020, incluindo um aumento de quase 20% no teto salarial, além da alocação de dinheiro que permita aos times investirem em algumas jogadoras acima do salário máximo.

Mas os fundos não podem ser usados para pagar jogadoras que são membros da seleções dos EUA e do Canadá, uma medida que Rapinoe, integrante destacada do Reignm da NWSL, criticou.

– Precisamos sentar e ter conversas mais substantivas sobre o aspecto disso – disse a californiana à Reuters quando indagada sobre as provisões alocadas do fundo. “Será um passo necessário antes de a NWSL começar no ano que vem”.

A NWSL não pôde responder de imediato a um pedido de comentário.

A seleção feminina, que em maio irá a um tribunal para o julgamento de uma ação civil de discriminação de gênero contra a federação norte-americana de futebol, enfrenta a possibilidade de ver seu cronograma de treinamento para a Olimpíada de Tóquio ser ofuscado por questões legais.

Rapinoe emergiu como uma figura que transcende o esporte depois da conquista norte-americana da Copa do Mundo na França neste ano.

Críticas

Além de suas críticas explícitas ao presidente Donald Trump, ela também se tornou garota-propaganda de uma campanha da Budweiser que estreou na véspera do campeonato da NWSL no mês passado.

Embora o público da liga tenha crescido para uma média de 7.337 espectadores por jogo em 2019, Rapinoe se disse frustrada com o progresso feito.

– É preciso colocar mais recursos no escritório central da NWSL – acrescentou ela, que disse que gostaria de competir na Copa do Mundo de 2023 antes de pendurar as chuteiras.

Quanto aos planos pós-aposentadoria, a atleta de 34 anos está se concentrando na preparação de um caminho para assumir um papel na administração da NWSL, e também agarraria uma chance de comandar um time.

– Eu seria uma ótima proprietária. Quero ser dona de um destes times – disse Rapinoe.

Jogadores da seleção chilena

Os jogadores da seleção chilena decidiram não realizar um amistoso com o Peru na próxima semana em meio à onda de mobilizações que sacode o Chile há cerca de um mês e que já deixou ao menos 20 mortos.

“Os jogadores convocados pela Seleção Absoluta do Chile decidiram não disputar a partida amistosa internacional com a seleção do Peru… A decisão foi adotada pelo elenco após uma reunião realizada nesta manhã”, informaram os dirigentes do futebol chileno através de um comunicado sobre o confronto programado para 19 de novembro em Lima.

Segundo a imprensa local, a Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) tentou reverter a decisão da equipe, mas não conseguiu. No início de novembro já havia sido suspenso o amistoso com a Bolívia que seria disputado em Santiago e a final da Copa Libertadores entre o River Plate da Argentina e o Flamengo.

Na terça-feira, ao chegar ao Chile vindo da Alemanha, o meio-campista Charles Aránguiz pediu que, “por respeito”, o jogo não acontecesse. “Minha opinião é que não deveria ser disputado, respeitando o que o país está passando”, declarou.

O Chile está às voltas com as maiores manifestações sociais desde o retorno da democracia, há quase três décadas. Além dos protestos de rua, também foram registrados numerosos incêndios criminosos e saques.