Raro eclipse revela ‘lua de sangue’ no oeste dos EUA

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Publicado quarta-feira, 31 de janeiro de 2018 as 13:30, por: CdB

A última vez em que estas três condições ocorreram durante um único eclipse lunar visível da América do Norte foi em 1866, de acordo com a empresa de previsões meteorológicas AccuWeather

Por Redação, com Reuters e Sputnik – de Los Angeles:

Moradores do oeste da América do Norte programaram seus despertadores para tocar antes do nascer do sol nesta quarta-feira para assistir a um tipo raro de eclipse lunar conhecido como “Superlua Azul de Sangue”.

A superlua ilumina o monumento dedicado ao Exército Vermelho, em Vladivostok, na Rússia

Como acontece em todos os eclipses lunares totais, a Terra lançará uma sombra de tom avermelhado sobre a superfície de seu satélite natural; originando o termo “lua de sangue”; mas outros dois fatores estão se combinando para tornar o espetáculo desta quarta-feira especialmente incomum.

O eclipse ocorrerá durante a ocasião rara de uma segunda lua cheia no mesmo mês; também conhecida como “lua azul”; e no ponto da órbita lunar no qual a lua alcançou sua posição mais próxima da Terra; o que a faz parecer maior e mais brilhante do que o normal no céu, uma “super lua”.

A aparência avermelhada da superfície lunar, a imagem da lua não se apaga totalmente durante o eclipse; se deve aos raios de sol que atravessam a atmosfera terrestre enquanto a lua entra na sombra de nosso planeta.

A última vez em que estas três condições ocorreram durante um único eclipse lunar visível da América do Norte foi em 1866; de acordo com a empresa de previsões meteorológicas AccuWeather.

Astronomia Vs. Astrologia

Perguntado sobre as crenças populares de que as posições da Lua podem causar influência sobre a saúde humana e o comportamento de pessoas e animais; o professor de física da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcelo Souza; foi categórico ao responder se havia uma relação científica que justificasse tais fatos.

– Não. Já fizeram todo o tipo de pesquisa e não tem nada comprovado. O único efeito realmente comprovado são as marés – destacou. 

Segundo ele, “o campo gravitacional da Lua junto com o campo gravitacional do Sol e o movimento do sistema Terra-Lua são responsáveis pela maré. 

– A maré acontece por isso. Então aquele ciclo de marés que a gente vê está relacionado diretamente à Lua e o Sol e o movimento entre a Terra e a Lua – explicou. 

O físico também comentou sobre a possível relação científica com o fato de; que pessoas gostam de cortar o cabelo de acordo com as posições da Lua. Segundo Marcos Souza, a relação com a ciência aqui também é zero. “

Já fizeram várias experiências pra poder tirar qualquer dúvida e não teve mudança nenhuma entre você cortar o cabelo na lua cheia; na lua crescente, na lua nova, lua minguante… vai acontecer de qualquer jeito”, concluiu o especialista. 

Já a astróloga Vera Facciollo, presidente da Associação Brasileira de Astrologia; falou com a Sputnik sobre a relação das posições lunares e a nossa vida da perspectiva da astrologia.

– Todos os planetas tem alguma influência sobre a Terra e sobre os demais planetas. Há uma inter-relação entre todos os planetas entre si. Então o fato de termos uma Lua cheia; crescente ou minguante, isso influencia não só no nosso humor, nossa estabilidade emocional, mas nos acontecimentos do mundo. Então períodos de chuvas; vento, regimes climáticos são regidos pela Lua em grande medida – disse ela. 

Segundo a astróloga, “o fato de ter um eclipse ou um aspecto positivo ou negativo da Lua com os demais planetas afeta o destino das pessoas, os acontecimentos da vida”. 

Complementaridade ou divergência

Ao ser perguntada sobre o grau de complementaridade ou divergência entre a astronomia e a astrologia, Vera Facciollo afirmou que é inevitável conhecer bastante de astronomia para fazer um cálculo correto do mapa astral de uma pessoa. Para a especialista, astrologia deve ser encarada como uma ciência. 

– Eu vejo como ciência sim. Ela requer um número suficiente de anos de pesquisa, de estudo; de levantamento de mapas de muitas pessoas para que você tenha uma noção suficiente para fazer a análise de um mapa – afirmou Vera Facciollo. 

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