Reação da indústria para no cenário de crise mais aguda

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Publicado quinta-feira, 2 de agosto de 2018 as 18:40, por: CdB

Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, também mostra que a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano estava em 1,50%, depois de ter chegado a 3% alguns meses antes.

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

“O ambiente de incerteza econômica e política freia o ímpeto de investir e de consumir no Brasil e isso não pode ser desconsiderado”. A afirmativa do economista André Macedo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resume o resultado do estudo divulgado, nesta quinta-feira.

O índice Bovespa operava no negativo, em linha com os mercados internacionais, devido à guerra comercial em curso
O índice Bovespa operava no negativo, em linha com os mercados internacionais, devido à guerra comercial em curso

— Não se pode deixar levar pelo resultado de junho e achar que entramos numa nova era. Os níveis de confiança ainda estão baixos, demanda doméstica ainda tem fragilidades visto que o mercado de trabalho ainda tem um enorme contingente fora — acrescentou.

Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, também mostra que a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano estava em 1,50%, depois de ter chegado a 3% alguns meses antes.

O levantamento mostrou ainda que, pela mediana das projeções, a produção industrial vai crescer 2,91% neste ano, apesar da alta registrada de 13,1% em junho na comparação com o mês anterior. Em termos apenas numéricos, trata-se do melhor resultado da série histórica iniciada em 2002.

A alta supera os efeitos negativos provocados pelo locaute dos caminhoneiros no mês anterior, informou IBGE.

Perspectiva

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5%. As expectativas em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas eram de alta de 14,1% na variação mensal e de 4,55% na base anual.

— A conjuntura continua a mesma, mas houve produção maior para repor o descompasso da greve. Não só eliminamos a perda como voltamos a um patamar superior ao de abril e se aproxima de dezembro do ano passado, quando a industria vinha numa trajetória de crescimento — comentou o gerente da pesquisa do IBGE.

O Instituto também revisou levemente para 11%, ante 10,9%, a queda da produção industrial de maio, quando um protesto de caminhoneiros levou desabastecimento a empresas e residências de todo o país; além de perdas para a agricultura, levando governo e economistas a reverem para baixo suas projeções de crescimento do PIB neste ano.

A industria fechou o segundo trimestre com queda de 2,5% ante os primeiros três meses do ano e avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o IBGE.

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