Real se torna moeda ‘tóxica’, segundo relatório internacional de banco suíço

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Publicado quarta-feira, 20 de maio de 2020 as 15:29, por: CdB

No mundo emergente, o banco prefere rublo russo, won sul-coreano e rupia indonésia ante rand sul-africano, peso mexicano e o real. “Embora reconheçamos o avanço desse último (o real), não estamos prontos para jogar a toalha sobre essa estratégia ainda”, disseram estrategistas do banco em relatório nesta quarta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

O Credit Suisse ainda acredita que o dólar tocará R$ 6,20 no curto prazo e diz não estar pronto para “jogar a toalha” sobre estratégia de preterir o real ante outras divisas emergentes, já que o mantém na lista de divisas fiscal ou politicamente expostas, classificando a moeda brasileira como “tóxica”.

A moeda brasileira tende a se desvalorizar ainda mais com a alta nos índices de inflação
A moeda brasileira tende a se desvalorizar ainda mais devido à crise mundial em face da pandemia

No mundo emergente, o banco prefere rublo russo, won sul-coreano e rupia indonésia ante rand sul-africano, peso mexicano e o real. “Embora reconheçamos o avanço desse último (o real), não estamos prontos para jogar a toalha sobre essa estratégia ainda”, disseram estrategistas do banco em relatório nesta quarta-feira.

“Nossas visões não mudaram. Continuamos pessimistas com o real, com meta inalterada de dólar a R$ 6,20”, acrescentaram. Em relatório do dia 13 deste mês, o Credit Suisse disse que via o dólar muito acima da cotação atual, de R$ 5,87.

Desempenho

O banco classifica o real como uma moeda “tóxica” — junto com o peso mexicano — ao citar que o peso colombiano, a despeito do recente colapso dos preços do petróleo, tem operado mais em linha com moedas “saudáveis” de exportadores de petróleo, como o rublo russo.

O dólar operava nesta quarta-feira em queda de 1,3%, a 5,6856 reais e acumulou baixa de 2,38% entre a máxima recorde de fechamento (5,9012 reais, alcançada no último dia 13) e o fechamento da véspera (5,7609 reais).

Mas o real ainda tem o pior desempenho global no ano, com desvalorização nominal de 29,4% ante o dólar.

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