Recém-nascido morre dentro da creche do Hospital das Clínicas-SP

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 01:16, por: CdB

A funcionária do Hospital das Clínicas de São Paulo, Margarete Mazzei Mielli de Oliveira, de 29 anos, voltou à trabalhar, nesta segunda-feira. Depois da licença-maternidade e de passar o Dia das Mães com o recém-nascido, de 5 meses, seu único filho, Arthur, ela retornou ao hospital.

Mas para que durante o trabalho ela pudesse ficar mais próxima do bebê resolveu deixa-lo na creche do próprio Hospital das Clínicas. Ela o deixou às 7h na creche, perto do setor de ortopedia, onde trabalha como secretária.

Mas para desespero dessa mãe, oito horas depois recebeu a notícia que seu filho havia morrido por insuficiência respiratória.

Margarete entrou em estado de choque e foi atendida no próprio hospital. O pai da criança e marido de Margarete, Rodolfo, de 46 anos, que também trabalha no mesmo hospital como técnico em radiologia há 22 anos, foi internado quando soube do caso.

No laudo do Serviço de Verificação de Óbito, consta que a morte foi causada por falta de oxigenação.

Por falta de forças físicas e psicológicas do casal, a família deles é que registrou um boletim de ocorrência no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.

– Ele era um bebê lindo, gordinho e supersaudável. Alguma coisa errada aconteceu – disse Célia Regina Marolo Crepin, tia de Arthur.

Célia diz que um dos funcionários do pronto-socorro lhe informou que o bebê estava com hematomas no rosto e ferimentos no nariz.

A outra cunhada de Margarete, Sandra Regina Leiva, afirmou que nesta terça-feira, por volta das 11 horas, recebeu telefonema anônimo de uma mulher que dizia trabalhar na creche.

A mulher disse que o bebê fora alimentado várias vezes com pedaços de banana, mamadeira e sopa e que isso pode ter provocado um engasgo. Ela disse ainda que, ao ver a criança sem ar, a enfermeira que o carregava desmaiou e o derrubou, o que causou a mancha roxa no rosto, como informou o outro funcionário.