Região da Itália pede autorização para importar vacinas

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Publicado sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021 as 11:29, por: CdB

Uma região do norte da Itália pediu autorização do governo nacional para negociar a importação de 4 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus, como uma forma de driblar os gargalos na distribuição de imunizantes na União Europeia.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Uma região do norte da Itália pediu autorização do governo nacional para negociar a importação de 4 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus, como uma forma de driblar os gargalos na distribuição de imunizantes na União Europeia.

O governador do Vêneto, Luca Zaia, em coletiva de imprensa

A solicitação está em uma carta enviada pela administração do Vêneto, onde ficam cidades como Veneza e Verona, para a Agência Italiana de Medicamentos (Aifa), mas a autarquia ainda não respondeu.

– O Vêneto, com uma carta endereçada à Aifa em 4 de fevereiro, pediu para negociar a compra e importação de 4 milhões de doses do exterior – disse o diretor-geral de Saúde da região, Luciano Flor.

O Vêneto lidera um movimento na Itália para comprar vacinas anti-covid por conta própria, em meio aos atrasos na distribuição dos imunizantes já aprovados na União Europeia (Biontech/Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca).

Sputnik V

O governador da região, Luca Zaia, do partido de extrema direita Liga, diz ter pelo menos cinco propostas na mesa, incluindo referentes à russa Sputnik V e a uma “vacina chinesa”.

Na quinta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que negociações paralelas com empresas que já tenham contratos com o bloco “não estão em linha” com a estratégia comunitária. “Mas Estados-membros ou regiões podem fechar contratos para vacinas produzidas por outras empresas”, disse.

Além de Pfizer, Moderna e AstraZeneca, a UE tem acordos de fornecimento com Johnson & Johnson, Sanofi/GSK e CureVac e negocia com Novavax e Valneva. A Hungria, por exemplo, já comprou 2 milhões de doses da Sputnik V e inicia sua utilização nesta sexta-feira.

Até o momento, cerca de 2,84 milhões de doses já foram aplicadas na Itália, sendo 236.622 no Vêneto, que usou 76,1% das ampolas disponíveis (a média italiana é de 77,9%). A campanha, no entanto, sofreu atrasos nas últimas semanas devido a reduções nas quantidades entregues pelos fabricantes.

Entre 27 de dezembro e 15 de janeiro (20 dias), 1 milhão de pessoas receberam a primeira dose na Itália, mas, desde então, em 28 dias, esse número subiu para apenas 1,6 milhão, já que a campanha se concentra desde o fim de janeiro na aplicação das segundas doses.

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